terça-feira, 27 de abril de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Em comemoração ao Dia do Índio, "Tekoha" faz primeira apresentação

O espetáculo de teatro de rua, "Tekoha - Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno", apresentará quadros da peça, na Aldeia Urbana Marçal de Souza, em comemoração ao dia 19 de Abril, Dia do Índio. A atividade faz parte do projeto Caminhão da Cultura, promovido pela Fundação Municipal de Cultura.
Inaugurada na década de 90, a comunidade localizada no Bairro Tiradentes, é considerada a primeira aldeia urbana do Brasil, e os indígenas residentes ali, em maioria, são da etnia Terena. Para o Teatro Imaginário Maracangalha e toda equipe do espetáculo, fazer a primeira apresentação da peça, ainda que não finalizada, neste ambiente tem um significado importante. "A estreia oficial é prevista para primeira semana de Maio, mas, ser incorporado na programação do Dia do Índio, e apresentar na comunidade que leva o nome de Marçal, tem uma energia muito especial", afirma Fernando Cruz.
As apresentações do Caminhão da Cultura, terão início dia 17, sábado. Na segunda-feira, 19, o "Tekoha" entra em cena, às 19 horas.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Pessoal, quando começamos a desenvolver o projeto, a criação do espetáculo, muitos amigos nos indicaram este documentário sobre a vida de Marçal de Souza. A produção participou do FUÁ - Festival Universitário Audiovisual, e recebeu muitos elogios, inclusive, foi premiado como melhor vídeo documentário.
Nós procuramos, achamos e pescamos o material que estava disponibilizado no YouTube. Sabe como é, TÁ NA REDE É PEIXE.
Nesta semana, iremos postar aqui as 3 partes do excelente vídeo documentário "Marçal de Souza: Um Pequeno Deus, Um Grande Ideal, Uma História Esquecida", produzido como Trabalho de Conclusão de Curso, pelos estudantes Marcos Bonilha, Ednaldo Souza, Dalila Cristina e Leonardo Fernandes Gordilho, do curso de tecnologia em Produção Multimídia da Anhanguera de Dourados.
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
Nós procuramos, achamos e pescamos o material que estava disponibilizado no YouTube. Sabe como é, TÁ NA REDE É PEIXE.
Nesta semana, iremos postar aqui as 3 partes do excelente vídeo documentário "Marçal de Souza: Um Pequeno Deus, Um Grande Ideal, Uma História Esquecida", produzido como Trabalho de Conclusão de Curso, pelos estudantes Marcos Bonilha, Ednaldo Souza, Dalila Cristina e Leonardo Fernandes Gordilho, do curso de tecnologia em Produção Multimídia da Anhanguera de Dourados.
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Além da rotina diária dos ensaios, o elenco do espetáculo "Tekoha" não para de estudar. Debruçados nos textos Bertolt Brecht, e instigados pelas provocações de Fernando Cruz, diretor do espetáculo, o grupo, cotidianamente, faz reflexões sobre o trabalho que está sendo produzido, e o papel do ator neste contexto. O texto auxiliador no debate, neste caso, é o "Pequeno Organon" escrito em 1948, por Brecht.
Ainda nesta semana, o elenco e equipe técnica, assistirão ao filme "Terra dos índios",(1977) de Zelito Viana, documentário que percorreu diversas comunidades retratando a realidade dos indígenas no Brasil e suas dificuldades. Marçal de Souza, neste filme, revelou as condições precárias nas quais se encontravam esses povos.
Os estudos, através de filmes, livros, textos e debates, traz a possibilidade de perceber as várias formas que a história pode ser contada. Este processo continua durante todo o projeto. A pesquisa é contínua.
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Ainda nesta semana, o elenco e equipe técnica, assistirão ao filme "Terra dos índios",(1977) de Zelito Viana, documentário que percorreu diversas comunidades retratando a realidade dos indígenas no Brasil e suas dificuldades. Marçal de Souza, neste filme, revelou as condições precárias nas quais se encontravam esses povos.
Os estudos, através de filmes, livros, textos e debates, traz a possibilidade de perceber as várias formas que a história pode ser contada. Este processo continua durante todo o projeto. A pesquisa é contínua.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Confira fotos do ensaio de rua
A praça do Rádio Clube foi palco do primeiro ensaio na rua do elenco do Tekoha. Durante 4 horas, o grupo repetidamente passou as linhas gerais do espetáculo, que
já está bem avançado. No ensaio aberto, foi possível ver o desenho da peça, uma dose do que o público poderá ver pronto na rua daqui 1 mês.
Confira as fotos do ensaio.
Crédito: Ana Capilé e Rafaela

Em cena, Aniela Paes e Mauro Guimarães

Camilah Brito


já está bem avançado. No ensaio aberto, foi possível ver o desenho da peça, uma dose do que o público poderá ver pronto na rua daqui 1 mês.
Confira as fotos do ensaio.
Crédito: Ana Capilé e Rafaela

Em cena, Aniela Paes e Mauro Guimarães

Camilah Brito


sexta-feira, 19 de março de 2010
Assista aos relatos da equipe técnica do espetáculo
Amparados nas pesquisas realizadas pelo grupo, a equipe técnica do espetáculo "Tekoha - Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno", têm desenvolvido seus trabalhosna perspectiva de fazer a junção entre as características do povo guarani e a realidade do cenário urbano das apresentaçãos.
Assista aos depoimentos do cenógrafo e figurinista, Zé Eduardo e Ramona Rodrigues, sobre o processo de criação destas peças.
Assista aos depoimentos do cenógrafo e figurinista, Zé Eduardo e Ramona Rodrigues, sobre o processo de criação destas peças.
quarta-feira, 17 de março de 2010
OFICINA DE TEATRO ABRE VAGAS PARA CURSO “ATOS DO OFÍCIO”

Continuam abertas as inscrições para o curso de teatro “ATOS DO OFÍCIO”, com o professor ator /diretor Fernando Cruz, no Centro Cultural José Otávio Guizzo. Os encontros estão agendados para toda Quarta-Feira, das 18 às 22h, com 160 horas de duração e certificado emitido pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.
O curso de teatro “ATOS DO OFÍCIO” tem o objetivo de estimular e acessar o ator e não ator a formas diferenciadas de difusão das artes cênicas. O curso pretende pesquisar a utilização de diversos tipos de espaços para representação.
Através do “Teatro Imaginário Maracangalha” e da “Cia das Artes” o Ator e professor Fernando Cruz, busca investigar as possibilidades destes espaços e as linguagens que levem em conta forma e conteúdo, e que possam desta maneira interferir no cotidiano dessas pessoas, tornando o palco e a rua um local de observação e exploração quanto pesquisa e expressão.
A metodologia e fundamentação adotada na oficina foi selecionada e apresentada no Congresso da Confederação Brasileira de Arte-Educação/CNPq, como oficina em inovação metodológica sendo também executada em comunidades, grupos e festivais, num constante processo de pesquisa.
Desta forma o curso tem referencias para fomentar e estimular tecnicamente a linguagem do teatro como intervenção cultural de qualidade.
A oficina de teatro “Atos do Ofício” para atores e não atores, investigará a arte teatral, discutindo e construindo conceitos através de diálogos estéticos(música,poesia,imagens e vídeos)que serão representados em uma montagem final.
As aulas são realizadas no Centro Cultural José Otávio Guizzo, Sala Conceição Ferreira na Rua 26 de Agosto 453, Centro, tel. (067)33171792.
Carga horária-160 horas
Informações: 67-33067682 e 84326899
Email: teatroimaginariomaracangalha@gmail.com
quinta-feira, 4 de março de 2010
Equipe "Tekoha" recebe convidados especiais
O caminho até agora percorrido pela equipe de criação do espetáculo Tekoha - Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno, culminou em uma das atividades mais importantes para o grupo. Na terça-feira, dia 2, o Teatro Imaginário Maracangalha promoveu um encontro com convidados especiais, que de maneiras distintas, estiveram ligadas a Marçal de Souza. Edna de Souza, filha de Marçal e Margarida Marques, jornalista, em um bate papo descontraído, contaram seus causos e contribuíram para a reflexão que o grupo têm feito acerca do povo guarani, a vida de Marçal e o teatro. Segue a baixo as fotos da atividade. Logo mais, o registro completo.
Fotos de Gabriela


Fotos de Gabriela


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Líder indígena Marçal de Souza é tema de espetáculo teatral
O Teatro Imaginário Maracangalha iniciou o processo de criação do espetáculo de rua, “Tekoha -Ritual de vida e morte do Deus Pequeno”, que narra a trajetória do líder indígena guarani Marçal de Souza.
O grupo foi contemplado pelo edital do Fundo Municipal de Fomento ao Teatro da Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande. -
Fernando Cruz, diretor da montagem, há mais de 10 anos vem amadurecendo a proposta deste projeto. A força das palavras de Marçal de Souza, caladas há 26 anos, ainda pulsa fortemente entre os guarani, e relembrar esta história exigia do grupo um entendimento mais amplo, um olhar antropológico, histórico e político. “A partir da história de Marçal, pretendemos abrir uma reflexão sobre todas as lutas travadas pelas populações excluídas; lutas que traduzem a resistência de um povo e a garantia de melhores condições de vida. Isso nos remete aos povos quilombolas, aos movimentos populares e sociais, entre tantos outros. Marçal de Souza se correlaciona com todas essas causas.” Afirma Cruz.
A palavra que leva o nome do espetáculo, Tekoha, tem um significado muito peculiar para o povo Guarani. “Teko” significa modo de estar, sistema, lei, hábito, costume. Tekoha, assim, refere-se à terra tradicional, ao espaço do pertencimento da cultura guarani. É no Tekoha que os guarani vivem o seu modo de ser. O Teatro Imaginário Maracangalha, quer fazer da rua a representação deste espaço tão sagrado aos Guarani.
A equipe de criação do espetáculo é composta por 12 pessoas, e todas têm participado desde dezembro de 2009, de um intenso processo de pesquisa conduzido pela historiadora Patrícia Rodrigues. São dois encontros por semana, onde a troca de informação através de recursos audiovisuais, materiais para leitura e referências teóricas tornam-se os elementos essenciais para a construção de uma leitura crítica e de um entendimento mais amplo sobre a luta guarani em Mato Grosso do Sul. “É imprescindível o estudo e leitura para a construção do espetáculo, o processo de pesquisa é fundamental para os atores e toda equipe. Temos que ter a percepção da correlação de força envolvida, e que representam o poder como um todo, compreensão para poder levar à rua a história deste homem, revelar o que aconteceu, e o que continua acontecendo." Afirma Cruz.
A história de vida do líder Marçal de Souza, será representada por cinco atores em cena, tendo como linha condutora a morte e o conflito no julgamento, além de uma leitura contemporânea do papel das instituições como, imprensa, igreja, poder público e latifúndio, envolvidas no contexto de sua morte. Marçal, travou o principal embate político em Mato Grosso do Sul em relação aos direitos dos povos indígenas, principalmente aos guarani - nhandéva, sua etnia. Incansavelmente, denunciou a invasão de terras pelos fazendeiros, explorações e ilegalidades acerca do desrespeito com as populações tradicionais, e logo foi alvo de perseguição dos latifundiários da região, recebendo intimidações e ameaças até ser assassinado em 1983. Os acusados por sua morte foram julgados, mas absolvidos.
Para levar isso ao público, o grupo irá utilizar elementos de rua a partir de pesquisa cênica fundamentada em Augusto Boal e Bertolt Brecht, onde as representações que identifiquem os elementos em cena, no caso, o opressor e oprimido, sejam destacadas pela relação antagônica entre ambos.
A realização desta peça cumpre um importante papel social à sociedade sul-mato-grossense, pois, ao aliar história e arte, através de formas alternativas de difusão, é possível resgatar a memória deste grande homem e estimular uma reflexão sobre a questão indígena da região. O espetáculo será apresentado em comunidades indígenas da capital, como Aldeia Urbana Marçal de Souza, Aldeia Água Bonita, e na Praça Ary Coelho. .
A estreia está prevista para primeira semana de Abril. Todo esse processo de elaboração, montagem e pesquisa estarão publicadas no blog do grupo, e podem ser acessadas pelo endereço www.tekohamarcaldesouza.blogspot.com
O grupo foi contemplado pelo edital do Fundo Municipal de Fomento ao Teatro da Fundação Municipal de Cultura de Campo Grande. -
Fernando Cruz, diretor da montagem, há mais de 10 anos vem amadurecendo a proposta deste projeto. A força das palavras de Marçal de Souza, caladas há 26 anos, ainda pulsa fortemente entre os guarani, e relembrar esta história exigia do grupo um entendimento mais amplo, um olhar antropológico, histórico e político. “A partir da história de Marçal, pretendemos abrir uma reflexão sobre todas as lutas travadas pelas populações excluídas; lutas que traduzem a resistência de um povo e a garantia de melhores condições de vida. Isso nos remete aos povos quilombolas, aos movimentos populares e sociais, entre tantos outros. Marçal de Souza se correlaciona com todas essas causas.” Afirma Cruz.
A palavra que leva o nome do espetáculo, Tekoha, tem um significado muito peculiar para o povo Guarani. “Teko” significa modo de estar, sistema, lei, hábito, costume. Tekoha, assim, refere-se à terra tradicional, ao espaço do pertencimento da cultura guarani. É no Tekoha que os guarani vivem o seu modo de ser. O Teatro Imaginário Maracangalha, quer fazer da rua a representação deste espaço tão sagrado aos Guarani.
A equipe de criação do espetáculo é composta por 12 pessoas, e todas têm participado desde dezembro de 2009, de um intenso processo de pesquisa conduzido pela historiadora Patrícia Rodrigues. São dois encontros por semana, onde a troca de informação através de recursos audiovisuais, materiais para leitura e referências teóricas tornam-se os elementos essenciais para a construção de uma leitura crítica e de um entendimento mais amplo sobre a luta guarani em Mato Grosso do Sul. “É imprescindível o estudo e leitura para a construção do espetáculo, o processo de pesquisa é fundamental para os atores e toda equipe. Temos que ter a percepção da correlação de força envolvida, e que representam o poder como um todo, compreensão para poder levar à rua a história deste homem, revelar o que aconteceu, e o que continua acontecendo." Afirma Cruz.
A história de vida do líder Marçal de Souza, será representada por cinco atores em cena, tendo como linha condutora a morte e o conflito no julgamento, além de uma leitura contemporânea do papel das instituições como, imprensa, igreja, poder público e latifúndio, envolvidas no contexto de sua morte. Marçal, travou o principal embate político em Mato Grosso do Sul em relação aos direitos dos povos indígenas, principalmente aos guarani - nhandéva, sua etnia. Incansavelmente, denunciou a invasão de terras pelos fazendeiros, explorações e ilegalidades acerca do desrespeito com as populações tradicionais, e logo foi alvo de perseguição dos latifundiários da região, recebendo intimidações e ameaças até ser assassinado em 1983. Os acusados por sua morte foram julgados, mas absolvidos.
Para levar isso ao público, o grupo irá utilizar elementos de rua a partir de pesquisa cênica fundamentada em Augusto Boal e Bertolt Brecht, onde as representações que identifiquem os elementos em cena, no caso, o opressor e oprimido, sejam destacadas pela relação antagônica entre ambos.
A realização desta peça cumpre um importante papel social à sociedade sul-mato-grossense, pois, ao aliar história e arte, através de formas alternativas de difusão, é possível resgatar a memória deste grande homem e estimular uma reflexão sobre a questão indígena da região. O espetáculo será apresentado em comunidades indígenas da capital, como Aldeia Urbana Marçal de Souza, Aldeia Água Bonita, e na Praça Ary Coelho. .
A estreia está prevista para primeira semana de Abril. Todo esse processo de elaboração, montagem e pesquisa estarão publicadas no blog do grupo, e podem ser acessadas pelo endereço www.tekohamarcaldesouza.blogspot.com
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
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