segunda-feira, 1 de abril de 2019

CARTA PÚBLICA DE REPÚDIO À “COMEMORAÇÃO” DO GOLPE DE 1964

CARTA PÚBLICA DE REPÚDIO À “COMEMORAÇÃO” DO GOLPE DE 1964,
RECOMENDADA PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA ÀS FORÇAS ARMADAS

DITADURA NÃO SE COMEMORA!

As entidades, movimentos, coletivos e demais representações da sociedade civil abaixo assinadas vêm a público repudiar a recomendação do presidente da República para que as Forças Armadas “comemorem” o golpe perpetrado no dia 1º de abril de 1964, falsamente caracterizado pelos que assaltaram o poder através da força bruta e pelos revisionistas da história como uma “revolução democrática” que “salvou” o Brasil de um fantasioso “perigo vermelho”, difundido deste jeito para gerar medo na população e mover parte dela contra um governo liderado por um presidente constitucional que jamais cogitou fazer revolução, mas tão somente, com muita demora e cautela, realizar Reformas de Base que há muito tempo o povo brasileiro clamava (e ainda clama).

Soa ameaçadora tal recomendação, pois partiu logo de um presidente da República eleito pelo voto popular e que jurou cumprir a Constituição, que em seu artigo 1º declara ser a República Federativa do Brasil um “Estado Democrático de Direito”. Até a data escolhida, o que não é de hoje, é uma falácia. Sabe-se que o uso do aparato de guerra pelas Forças Armadas para depor por meio violento o então presidente constitucional do país, João Goulart, foi deflagrado na data de 31 de março de 1964, mas só no dia seguinte, a 1º de abril, no popular Dia da Mentira, que o golpe de Estado se realizou efetivamente. Talvez tenham antecipado a data oficial de sua funesta comemoração para fugir da data real, pois esta realmente foi o dia da vitória de uma grande mentira que enganou o povo não apenas quanto aos seus motivos, como também no que se refere aos seus propósitos.

Que “revolução democrática” foi essa que rompeu de modo violento e antidemocrático a ordem constitucional para depor um presidente legítimo? Que deixou o povo sem votar para presidente de 1964 a 1989, ou seja, por longos 25 anos? Que tolheu liberdade individuais e coletivas? Que praticou violações sistemáticas aos direitos humanos e cometer crimes internacionais? Que perseguiu não apenas militantes de conhecidas organizações políticas de esquerda, mas todos os que expressavam posições contrárias ou mesmo apenas ponderavam qualquer coisa sobre o regime? Que salvação da democracia foi essa, na qual, já antes, mas principalmente depois do Ato Institucional nº 5 (AI-5), de 13 de dezembro de 1968, o terror contra opositores e dissidentes, dos mais diversos segmentos e classes sociais, foi elevado a status de política de Estado?

Durante a ditadura, independentemente de suas posições políticas e ideológicas, religiosos, professores, pesquisadores, intelectuais estudantes, parlamentares, ativistas, líderes de movimentos sociais, artistas, escritores, jornalistas, camponeses, indígenas, militantes partidários, sindicalistas, empresários, LGBTs, negros, mulheres, crianças, até mesmo bebês, todos, até mesmo militares (os legalistas) que foram alvo de qualquer tipo de desconfiança dos agentes da repressão,  acabaram brutalmente perseguidos, cassados, desmoralizados, inviabilizados profissional e financeiramente, presos, torturados, mortos, desaparecidos e/ou obrigados a partir para o exílio, viver longe de sua Pátria. Muitos que apoiaram o golpe, na sociedade ou nos altos postos do Estado, também padeceram sob o terrorismo oficial.

Suspenderam liberdades individuais, intervieram nos sindicatos, fecharam entidades estudantis, extinguiram partidos políticos, manietaram o legislativo, bem como cercearam as liberdades de expressão de opiniões, de imprensa e artística, esta através da censura prévia e até de formas mais agressivas, entre outras atrocidades. A corrupção foi praticada desbragadamente, das mais diversas formas, sob o poder do tacão. Não é preciso nem dizer os riscos que corriam os que ousassem expor casos de corrupção nos altos escalões do regime tirânico, fossem eles jornalistas ou órgãos da imprensa, integrantes do sistema de poder ou qualquer cidadão. Mesmo assim, muitos casos conhecidos vieram à tona.

Mas não apenas as instituições, as liberdades civis individuais e coletivas, a moralidade pública e os direitos humanos foram degradados. No saldo, apesar do “Milagre Econômico” do II Plano Nacional de Desenvolvimento (II PND), quando aquela ordem autoritária começa a se mostrar irreversivelmente moribunda, o quadro social e econômico já era desastroso. Diziam que era preciso fazer crescer o bolo, para depois dividir. O bolo cresceu, mas ficou nas mãos de uma minoria rica de dentro e de fora do país. A dívida externa cresceu exponencialmente, inviabilizando nossa independência e vulnerabilizando nossa economia. Com isso, esgotou-se já no fim dos anos 70 o ciclo de desenvolvimento iniciado em 1930.

Como se sabe, vieram depois as chamadas “duas décadas perdidas”, o que aumentou a  nossa tragédia social e nacional. No campo, para a maioria dos poucos que lá ficaram, só sobrou trabalho degradante e miséria. Os grandes fluxos que partiram dos interiores e da zonas rurais para as periferias das grandes cidades, tivera que viver em situação precária, sem moradia decente, sem saneamento básico, sem acesso a serviços públicos essenciais e infraestrutura urbana, trabalhando na informalidade, com o salário arrochado ou desempregado, debaixo da carestia. Fome, miséria, violência, repressão, morte é o que a ditadura deixou para dezenas de milhões de brasileiros pobres.

Portanto, entendemos que não apenas não há nada a comemorar, como a comemoração dessa “página infeliz da nossa história” por integrantes das estruturas do Estado configura ultraje gravíssimo à consciência democrática e às leis que determinam constituirmos uma justiça de transição no Brasil, de maneira a conferir efetividade ao direito à memória, à verdade e à justiça, questões já consignadas no direito pátrio e no direito internacional. Quem comemora ou incita a comemorar um golpe que já foi considerado como tal pelo próprio Estado brasileiro, assim como o foram as violações de direitos humanos cometidas por agentes estatais ou mesmo da sociedade sob a influência daquela “ordem” anômala, no mínimo deseja repetir ou está querendo arrastar outros setores a rumarem por uma “estrada perigosa”, como bem asseverou o atual presidente da OAB.

Já advertiu em nota pública a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (PFDC/MPF) que “transcorridos 34 anos do fim da ditadura, diversas investigações e pesquisas sobre o período foram realizadas. A mais importante de todas foi a conduzida pela Comissão Nacional da Verdade – CNV –, que funcionou no período de 2012 a 2014”. A CNV foi instituída pela Lei 12.528/2011 com a finalidade de examinar e esclarecer as graves violações de direitos humanos praticadas no período fixado no art. 8º, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT). Seu relatório representa a versão oficial do Estado brasileiro sobre aqueles acontecimentos. Juridicamente, nenhuma autoridade pública, sem fundamento sólido e transparente, pode atentar contra as conclusões da CNV, dado o seu caráter oficial. A CNV confirmou que o Estado ditatorial brasileiro praticou crimes graves de lesa-humanidade. Pelo direito, não existe a chamada teoria dos “dois demônios”, ou seja, aquela retórica marota dos “dois lados” combatendo com paridade de armas e ambos cometendo excessos que justificam a violência de parte a parte. Se houve “dois lados”, um foi o do Estado violando direitos humanos e liberdades; o outro lado foi o lado de suas vítimas.

Prosseguindo, ainda conforme a nota da PFDC/MPF, e repetindo, também à luz do direito penal internacional os ditadores brasileiros cometeram crimes contra a humanidade. A própria Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) fez tal reconhecimento quando julgou o caso Vladimir Herzog, em 2018, o mesmo podendo ser afirmado sobre o entendimento da Procuradoria Geral da República, quando se manifestou na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n° 320 e outros procedimentos em trâmite no Supremo Tribunal Federal (STF). Importante enfatizar que, se fossem cometidos atualmente, receberiam grave reprimenda judicial, inclusive do Tribunal Penal Internacional, criado pelo Estatuto de Roma em 1998 e ratificado pelo Brasil em 2002.

Ainda considerando os contundentes e certeiros argumentos da PFDC/MPF, “se repetida nos tempos atuais a conduta das forças militares e civis que promoveram o golpe, seria caracterizada como o crime inafiançável e imprescritível de atentado contra a ordem constitucional e o Estado Democrático previsto no artigo 5°, inciso XLIV, da Constituição de 1988. O apoio de um presidente da República ou altas autoridades seria, também, crime de responsabilidade (artigo 85 da Constituição, e Lei n° 1.079, de 1950). Em se confirmando essa interpretação, o ato se reveste de enorme gravidade constitucional, pois representa a defesa do desrespeito ao Estado Democrático de Direito”. Torna ainda mais grave o fato a utilização da estrutura pública para fazer apologia e celebrar crimes constitucionais e internacionais, pois atenta contra princípios básicos da administração pública, podendo o ato ser enquadrado como de improbidade administrativa, conforme o artigo 11 da Lei n° 8.429, de 1992.

Em lugar de se comemorar essa “página infeliz da nossa história”, os fatos gravíssimos e danosos nela escritos de modo doloroso com letras de sangue deviam, sim, serem alvo de apuração, visando à verdade histórica e à justiça para reparar vítimas e familiares. O Brasil não precisa de comemoração a atos de violência. Necessita de respeito à sua soberania, de desenvolvimento, de cultura, arte, ciência, tecnologia, preservação ambiental, educação de qualidade, saúde para todos, segurança cidadã, geração de emprego e renda. Precisa de mais liberdade, mais democracia, não de menos, não de retrocesso, de volta ao passado.

Os militares cientes de sua missão institucional de salvaguardar a soberania e as riquezas da nação, merecem respeito. Já tivemos, e temos, militares legalistas, inclusive de alta patente, que, como já citado nesta carta, foram vítimas de violação de direitos humanos. Não podem, como foram da outra vez, serem arrastados para a intervenção na ordem interna do país. Em 1964, como agora, se sentem mãos de fora juntas com as de de dentro tentando empurrar outros a aventuras que podem até não ter êxito, mas que podem causar danos de monta. Naquela época, através da Embaixada dos EUA no Brasil, conforme documentos e gravações que os próprios estadunidenses revelaram 50 anos depois, fez organismos estatais forâneos atuarem diretamente em conluio com setores locais importantes naquele triste episódio, que virou uma longa noite.

Relembremos com pesar, mas com disposição de luta, essa história!

Para que ninguém mais esqueça, para que nunca mais de novo aconteça!

Democracia Sempre!

Ditadura Nunca Mais!

ASSINAM:

Comitê Memória, Verdade e Justiça de MS - CMVJ/MS
Juristas pela Democracia
Advogados e Advogadas pela Democracia, Justiça e Cidadania de MS - ADJC/MS
Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares RENAP - MS
Frente Jornalistas Pela Democracia MS
Comissão Regional de Justiça e Paz De Mato Grosso do Sul – CRJPMS
Centro de Defesa dos Direitos Humanos- CDDH - Marçal de Souza Tupã-i
Grupo TEZ Trabalhos, Estudos Zumbi
Rede de Educação Cidadã
Frente Brasil Popular de MS
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil de MS –CTB/MS
Central Única dos Trabalhadores de MS – CUT/MS
Mulheres Pela Democracia MS
União Brasileira de Mulheres de MS – UBM/MS
Movimento de Mulheres Dorcelina Folador
Mulheres da Frente Brasil Popular de MS
Fórum Estadual de Mulheres Negras de MS
União Nacional dos Estudantes – UNE
União Brasileira dos Estudantes Secundaristas – UBES
Diretório Central Das e Dos Estudantes da UFMS - DCE/UFMS
Centro Acadêmico de Pedagogia Fabiany Silva
União da Juventude Socialista de MS - UJS/MS
Coletivo RUA - Juventude Anticapitalista
Comissão Pastoral da Terra – CPT
Coletivo Terra Vermelha - CTR
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra de MS– MST/MS
Fundação Maurício Grabois (PCdoB)
Fundação Perseu Abramo (PT)
Fundação Astrojildo Pereira (PPS/Cidadania23)
Fundação João Mangabeira (PSB)
Fundação Lauro Campos e Marielle Franco (PSOL)
Cordão Valu
Teatro Imaginário Maracangalha
Teatral Grupo de Risco – TGR
Urgente Cia.
Coletivo de Cultura Arnaldo Romero
Politize-se
Coletivo (R) existência
Sinasefe-MS
Grupo de Pesquisas: “Casa da Vovó, Morada do Lobo Mau: estudos sobre modelos autoritários, ditaduras e outras formas de indignidade”
Movimento Acredito de MS
Flor e Espinho Teatro.


segunda-feira, 25 de março de 2019

SELECIONADOS PARA 8ª TEMPORADA DO CHAPÉU

O Teatro Imaginário Maracangalha agradece as inscrições recebidas para compor a programação da 8ª Temporada do Chapéu e com grande felicidade divulga a lista os espetáculos de teatro de rua que participarão desta oitava edição.

Espetáculos Nacionais Selecionados:
FUZURUFAFA BAFAFAZURU
GRUPO ROSA DOS VENTOS - Presidente Prudente/SP

A trupe de palhaços resolve apelar para a alta tecnologia e leva para dentro do espetáculo artistas famosos evocados pelo publico. Fuzurufafa Bafafazuru é uma trama para o sucesso, cheio de surpresas, musicas e presepadas que são a marca do Rosa dos Ventos.
Uma espécie de "futuro do circo", que mistura drone monocóptero caseiro acoplado de projetor holográfico a mais grande excentricidade musical e coisas do sítio. Um espetáculo explosivo, capaz de despertar grandes emoções no público.

Elenco: Fernando Ávila (Dez pras Sete)
Luiz Paulo Valente (Seu Lavanco)
Tiago Munhoz (Custipíl de Pinoti)
Texto: Grupo Rosa dos Ventos
Direção: Grupo Rosa dos Ventos
Criação Musical: Grupo Rosa dos Ventos


UM CANTO PARA CAROLINA
CIA DOS INVENTIVOS – São Paulo/SP 


Os irmãos João, José e Vera recebem de presente o primeiro exemplar da publicação do livro-diário “Quarto de despejo”, escrito por sua mãe, Carolina Maria de Jesus. Mergulhando no cotidiano registrado por ela, os filhos revivem suas histórias de luta por uma vida melhor. “O maior espetáculo do pobre da atualidade é comer.” Carolina Maria de Jesus.

Artistas criadores: Adilson Fernades, Aysha Nascimento, Marcos Di Ferreira e Tainã Azevedo 
Concepção e direção geral: Flávio Rodrigues
Dramaturgia em processo colaborativo com a Cia. dos Inventivos: Tadeu Renato




VIKINGS E O REINO SAQUEADO
CIA. OS PALHAÇOS DE RUA - Londrina/PR

Os palhaços Batata Doce e Turino estão agora imersos na cultura Nórdica, se apresentam como atrapalhados guerreiros Vikings voltando a seu reino após terem realizado grandes viagens e desastrosas batalhas pelo mundo. Ao chegarem a seu reino se deparam com sua rainha destituída e o trono tomado por Duques. O desafio dos Palhaços-Vikings é retirar os Duques do poder e devolve-lo para o povo. Para isso, vão se utilizar de suas ferramentas circenses construindo um espetáculo de circo e teatro de rua junto ao público.

Palhaços-Vikings: Adriano Gouvella e Lucas Turino
Direção: Cia. Os Palhaços de Rua
Dramaturgia: Cia. Os Palhaços de Rua
Figurino e adereços: Alex Lima
Maquiagem: Cia. Os Palhaços de Rua
Cenário: Alex Lima, Caio Blanco e Cia. Os Palhaços de Rua
Sonoplastia: Cia. Os Palhaços de Rua
Arte Gráfica: Dovinho Feitosa
Fotos: Valeria Félix
Filmagem: Luis Mioto
Pintura do caixote e estandarte: Dani Stegman
Costureiras: Inêz Zeidel e Sueli Pezenti
Produção: Adriano Gouvella

SEIS PERSONAGENS À PROCURA DE UM LUGAR
TEATRO&CIDADE - NÚCLEO DE PESQUISA CÊNICA - Belo Horizonte/MG

Ao anoitecer, em meio ao fluxo de pessoas e automóveis, seis estranhas figuras estão à procura de um lugar. À deriva, com seus poucos e precários pertences, se ocupam de tarefas inventadas para tentar manter-se ancorados numa realidade da qual parecem deslocados.

Direção: Rogério Lopes
Criação e dramaturgia: Coletiva
Atores Criadores: Diego Meneses, José Antônio de Almeida, Nayra Carneiro, Pedro Vilaça, Rikelle Ribeiro e Rogério Lopes
Figurino e adereços: Tereza Bruzzi e grupo
Fotografia e filmagem: Naum Produções
Workshop de caracterização: Mauro Gelmini
Workshop de Performance: Flávio Rabelo
Workshop de teoria teatral: Elisa Belém
Workshop de dança: Margô Assis
Workshop de capoeira: Gercino Alves
Workshop de Jogos teatrais: Fernando Linares

SHOW DO PIMPÃO
BRAVA COMPANHIA -São Paulo/SP

Uma intervenção cênica (ou cínica) da Brava Companhia.
Numa localidade qualquer da periferia do capitalismo três miseráveis artistas se juntam para tentar arrecadar algum numerário que lhes garanta a refeição do dia.
Em tempos de crise, fazer graça com a própria desgraça foi a única alternativa que lhes restou como forma de sobrevivência. E se o show não lhes rende o suficiente para comer, ao menos o barulho das risadas do público ajuda a abafar o ronco dos seus estômagos vazios, e a tentar esquecer a própria desnutrição.
Seria trágico... Se não fosse cômico

Criação: Brava Companhia
Direção e Dramaturgia: Ademir de Almeida
Direção Musical: Joel Carozzi
Atores: Fábio Resende, Max Raimundo, Márcio Rodrigues
Figurinos: Cris Lima, Márcio Rodrigues, Rafaela Carneiro
Cenário: Joel Carozzi, Márcio Rodrigues, Sérgio Carozzi
Design Gráfico: Ademir de Almeida
Fotos: Fábio Hirata, Fernando Solidade
Produção: Kátia Alves

Espetáculos Regionais Selecionados:

AMBULANTE
CIA ARTE NEGUS - Campo Grande/MS

Duas pessoas e a desafiadora rotina no universo do “ganha e perde”. Um local onde apenas o mais esperto sobrevive, e para isso é preciso sonhar, ser criativo, se portar como um sujeito matreiro, como um cowboy, um monge e encantar cobras e dragões. “Figura” e “Ououou” são vendedores ambulantes, perderam muito na vida e não querem perder a possibilidade de sonhar. Um é ex-paraquedista militar, o outro um herdeiro de uma longa e distinta linhagem de mascateiros. São opostos que se complementam, e vendem as histórias dos produtos de sua barraca ambulante, pedindo apenas alguns poucos minutos das vidas dos fregueses para que possam sobreviverem em suas próprias.

Direção: Abel Saavedra
Texto: Augusto Figliaggi e Elaine Guarani
Elenco: Augusto Figliaggi e Elaine Guarani
Figurino: Raquel Saldívia e Magê Blanques
Cenário e adereços: Abel Saavedra, Raquel Saldívia,
Elaine Guarani e Augusto Figliaggi
Cenotécnica e sonoplas􀆟a:Rafael Barros e Umberto Lima
Preparação Musical: Estela Ceregat􀆟
Trilha de abertura: "Venham Ver" - Augusto Figliaggi e
Elaine Guarani
Fotógrafo: Rosan Chaves
Música: «Segundo Quarto» - Estela Ceregat

A CORAGEM QUE CONSERVA OS DENTES
COLETIVO CLANDESTINO - Dourados/MS

Os lugares são comuns, as situações cotidianas, os personagens se encontram em qualquer esquina. Todos iguais em suas contradições. De que lado você vai ficar? O Coletivo CLanDesTino propõe o enfrentamento público/personagem/ator de forma tragicômica. Na peça os personagens são representações sociais, alegorias do poder estabelecido em nossa sociedade, uma narrativa de desconstrução social. Parte-se de um mundo ideal, o conflito se estabelece através de metáforas que ressignificam a naturalidade das divisões sociais impostas no mundo contemporâneo.

Direção, figurino e maquiagem: Karla Neves
Dramaturgia: Igor Schiavo
Atuação: Eric Serafim, Igor Schiavo, Ludmila Lopes, Raíque Moura, Romário Hilário


REVOLUÇÃO
TEATRAL GRUPO DE RISCO - Campo Grande/MS

A REVOLUÇÃO é um espetáculo de rua com adaptação do texto “A Revolução na América do Sul” (de Augusto Boal). Desenrola a história de um operário que busca melhoria de salário e ao conseguir é despedido de seu emprego. Zequinha Tapioca, também operário, tenta organizar uma revolução e se torna um dos candidatos a presidência da república. No país, é ano eleitoral. Conchavos políticos e midiáticos são travados enquanto José da Silva e sua mulher tentam sobreviver e alimentar 11 crianças. Disputa de poder. Miséria. Ganância. O retrato desastroso de uma pátria combalida e conspurcada. Com irreverência e graça o elenco encena o espetáculo que provoca o riso e a indignação. Revolução, uma peça para rir, refletir e agir.

Direção: Coletiva –Teatral Grupo de Risco
Produção: Coletiva
Elenco: André Tristão, Ewerton Goulart, Fernanda Kunzler e Yago Garcia
Cenário: Márcia Gomes
Adereços: O grupo
Figurinos: O grupo
Arte visual/Fotos: Helton Perez –Vaca Azul
Texto original: Augusto Boal adaptado pelo Teatral Grupo de Risco


Este projeto conta como investimento do Programa Municipal de Fomento ao Teatro da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal de Campo Grande.

sábado, 23 de março de 2019

Intervenção $acRifício

Intervenção "$acRifício"  

No Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, 22 de março de 2019, vale um registro especial. A apresentação do Teatro Imaginário Maracangalha mesclou dramaturgia das ruas, arte circense e referências cinematográficas para criar uma alegoria da história recente do país.
Em pernas de pau e simulando a manipulação de marionetes, atores representaram a influência do Imperialismo estadunidense sobre a política brasileira, mostrando um presidente que se curva aos interesses do capital internacional em detrimento da soberania do país.
Os bonecos agem e dançam sobre capacetes de operários, numa metáfora sobre a exploração da classe trabalhadora e de como o sistema faz com que os trabalhadores paguem pela crise que ele próprio criou.
A "mala $" e a farda caricata do general denunciam o conluio dos poderes para o golpe na democracia, "com Supremo, com tudo", culminando com a cabeça do ex-presidente Lula usada como "troféu" pelos golpistas – hoje no poder – numa alusão ao famoso filme "O Grande Ditador", de Charles Chaplin.
Por fim, os trabalhadores tomam a narrativa e impõem sua palavra: greve geral derruba general e capitão. Todo poder ao povo.
Viva, Fernando Cruz e Teatro Imaginário Maracangalha!

Foto: Reginaldo de Oliveira

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

CHAMAMENTO PÚBLICO VIII TEMPORADA DO CHAPÉU


CHAMAMENTO PÚBLICO Nº 001/2019

Município e período de realização
Campo Grande, Mato Grosso do Sul / Brasil, de 23 a 26 de maio de 2019.

Apresentação

A VIII edição da “Temporada do Chapéu” consiste em uma mostra nacional de teatro de rua, realizada nos dias 23 a 26 de maio de 2018, com apresentações de espetáculos, seminário e oficina em espaços públicos abertos. A abertura será feita com um cortejo com a participação de uma orquestra de rua, artistas, movimentos e coletivos culturais com distribuição da programação impressa ao longo do cortejo. O projeto prevê a realização de 05 (cinco) espetáculos nacionais de teatro de rua e 03 (três) espetáculos regionais de teatro de rua, além de 01 (uma) oficina com um grupo convidado e 01 (um) seminário com profissionais qualificados e reconhecidos. E como contrapartida 02 (duas) apresentações em uma escola públicas do município de Campo Grande.

Das condições para participação:

Poderão se inscrever artistas e grupos do Estado de Mato Grosso do Sul e do Brasil. Os espetáculos a serem apresentados deverão obrigatoriamente desenvolver o teatro de rua e apresentarem propostas compatíveis com a estrutura da Mostra.

Locais de realização da Mostra (os espetáculos serão distribuídos nos locais a critério da Mostra):

- Teatro de Arena da Orla Morena

- Praça Ary Coelho

- Locais públicos de bairros periféricos (praças, parques, pátios, escolas, etc.) da cidade de Campo Grande/MS, a serem definidos à partir dos espetáculos propostos, considerando conteúdo social e demanda do local à época.

Do envio de material:

Para participar da seleção artística da VIII TEMPORADA DO CHAPÉU é necessário preencher a ficha de inscrição disponibilizada no blog (http://imaginariomaracangalha.blogspot.com/) no formato Word, e enviá-la junto com o material complementar exigido, para o email 8temporadadochapeu@gmail.com , com o assunto descrito da seguinte forma: PROPOSTA ESPETÁCULO VIII TEMPORADA DO CHAPÉU, até o dia 08 de março de 2019, prazo máximo para as inscrições, A inscrição será confirmada através de resposta ao email enviado.

Do material necessário - ATENÇÃO!

O material a ser enviado por email deve conter:

1. Link do espetáculo na íntegra, sem cortes e sem edição, com tempo mínimo de duração de 40 minutos;

2. As seguintes informações em um único documento (Word ou pdf) em anexo:

Nome do espetáculo e grupo/artista contendo:

- Ficha de inscrição preenchida;
- Sinopse do espetáculo;
- Rider técnico (necessidades);
- Ficha técnica do espetáculo;
- Críticas e matérias de jornais – portfólio (os mais relevantes);
- Breve currículo do/a Diretor (a) (5 a 10 linhas);
- Breve currículo do/a artista ou grupo (5 a 10 linhas);
- Fotos do espetáculo para divulgação – 2 horizontais e 2 verticais – em alta resolução – 300dpis.

Da seleção

Os projetos inscritos serão analisados pela Comissão Organizadora da Mostra.
Os principais critérios para análise das propostas são a qualidade artística e sua viabilidade técnica, com base no perfil e condições da Mostra.
A Comissão de avaliação é soberana em suas escolhas, não cabendo recursos ou esclarecimentos posteriores.
O ato da inscrição pressupõe plena concordância com os termos oferecidos pela organização da Mostra.
A organização da Mostra detém os direitos de imagens (vídeos e fotos captados durante o evento) bem como as imagens e materiais dos espetáculos selecionados, a ela será permitida sua livre utilização, sempre com o intuito de divulgar e promover a mesma.

Dos resultados:

Os grupos/artistas serão informados sobre o resultado da seleção, através de e-mail informado na ficha de inscrição e ainda será publicado no blog da Mostra http://imaginariomaracangalha.blogspot.com/; por isso recomendamos que fiquem atentos nestas fontes de informação.
Os espetáculos selecionados terão até 03 dias após o comunicado, para envio de outros materiais, documentos e/ou informações que poderão ser solicitados pela Mostra.

Em caso de dúvidas ou maiores informações, entrar em contato através do telefone 055 67 99250-9336 (whatsApp) ou pelo email: 8temporadadochapeu@gmail.com


Dos espetáculos selecionados:

- 3 espetáculos regionais (Mato Grosso do Sul)
- 5 espetáculos nacionais (Brasil com exceção de MS)

1 – Solicitamos que o/as artistas/grupos selecionado (a)s participem do Cortejo de Abertura da VIII TEMPORADA DO CHAPÉU que acontecerá no dia 24 de maio de 2019 no centro de Campo Grande, e será aberta ao público.

2 – Os artistas/grupos deverão estar disponíveis para conceder entrevistas a jornais e TVs no período da Mostra.

3 – Para grupos que forem selecionados e tenham menores de idade no elenco, será exigida autorização dos pais ou responsáveis com firma reconhecida em cartório.

Das Condições logísticas e econômicas oferecidas pela Mostra:

1 – Será oferecido cachê de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) para grupos originários fora do estado de Mato Grosso do Sul e R$ 2.000,00 (dois mil reais) grupo pertencentes ao estado de MS, a Mostra e será pago integralmente após a apresentação do espetáculo mediante apresentação  de NF.

2 – Hospedagem em quartos duplos, triplos ou quádruplos.

4 – Alimentação (almoço e jantar) no dia de apresentação do(s) artista(s)/grupo(s) na Mostra para artistas locais e durante a permanência do(s) artista(s)/grupo(s) de fora.
5 – Translado somente local: a Mostra oferecerá transporte no município de Campo Grande -rodoviária/aeroporto X hotel para material cênico, artistas/grupos. Também será oferecido transporte interno para os artistas/grupos no dia da apresentação do (s) mesmo (s).

6 – Deslocamento de artistas/grupos e material cênico da cidade/país de origem para Campo Grande/MS/Brasil, ficará por conta de cada grupo/artista selecionado.

7 – Excesso de bagagem: a Mostra NÃO assumirá despesas extras como excesso de bagagem dos artistas/grupos selecionados.


Obs.: no caso de intempéries ou imprevistos que vierem a impedir a apresentação do espetáculo, o mesmo poderá ser remanejado para outra data ou local durante o período de realização da Mostra com acordo mútuo entre artista/grupo e a Mostra.

Outras informações:

- Caberá ao grupo providenciar seus próprios acessórios de contra-regragem e encenação, bem como as gelatinas necessárias para seu plano de iluminação.

- O artista/grupo poderá trazer programas, cartazes e banners para divulgação de seu espetáculo.

Observação:

O preenchimento da ficha de inscrição não habilita o artista/grupo como participante da VIII TEMPORADA DO CHAPÉU. Caberá a Comissão Organizadora indicar os grupos selecionados.

Este projeto conta como investimento do Programa Municipal de Fomento ao Teatro da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo da Prefeitura Municipal de Campo Grande.

Campo Grande / MS, 06 de fevereiro de 2019.


Comissão Organizadora
Fernando Oliveira Cruz
Francielly Corona Garcia
Moreno Pereira Mourão
Renderson Valentim
Ariela Barreto
Pepa Quadrini
Paulo Augusto



FICHA DE INSCRIÇÃO
VIII TEMPORADA DO CHAPÉU
DE 23 A 26 DE MAIO DE 2019
Email: 8temporadadochapeu@gmail.com / Blog imaginariomaracangalha.blogspot.com/

Artista/Grupo:
Nome Jurídico (se houver):
CNPJ/CPF:
Endereço - Rua: N°
Bairro:
Cidade: Estado: MS
CEP:
Telefone para contato:
E-mail:
Site ou blog:
Responsável legal:
Espetáculo:
Autor (a):
Direção:
Tempo de duração do espetáculo:
Tempo de montagem técnica do espetáculo:
Tempo de desmontagem técnica do espetáculo:
Indicação: ( ) Infantil ( ) Adulto ( ) Livre

- Necessidades técnicas:
- Observações extras (acrescentar informações que julgar importante):

RELAÇÃO DE PARTICIPANTES

Número exato de profissionais que integram a equipe do espetáculo e que participarão da Mostra:

Masculino: ______ Feminino: _______ Total: ________

Informar de cada participante:
Nome completo -
Função -
CPF/RG -
Data de nascimento -

Estou ciente do conteúdo deste edital e de acordo com as normas que o regem, comprometendo-me a cumprir com as responsabilidades assumidas e pelo conteúdo das informações declaradas.


______________________________________
Nome completo e assinatura do (a) responsável
pelas informações contidas nesta ficha de inscrição.