terça-feira, 3 de março de 2015

SOS CULTURA!

S.O.S. CULTURA!

ATO EM DEFESA DA CULTURA E DAS ARTES

CARTA ABERTA À POPULAÇÃO E AUTORIDADES DE CAMPO GRANDE/MS.

As organizações da sociedade civil de Campo Grande e os seus diversos coletivos de artistas, membros dos sindicatos de MS, movimentos e organizações sociais, além de todas as pessoas de bem que acompanham a realidade nefasta que vem passando o município pelo descaso de seus políticos, vem pela presente Carta Aberta à população e a esta instituição, manifestar sua indignação diante dos fatos que serão narrados a seguir, e ao final exigir as providências necessárias dos órgãos competentes do estado de MS:

Estamos diante de uma grave crise estabelecida no município de Campo Grande sobre as políticas da Prefeitura Municipal em prol da CULTURA e das ARTES!

As ações e omissões, ilegais e irresponsáveis, do Prefeito Municipal, Gilmar Olarte, da Presidente da Fundação Municipal de Cultura, Juliana Zorzo e do Secretário de Finanças, Andre Luiz Scaff, vem afetando seriamente um dos setores de maior importância para a sociedade brasileira e, por consequência, para a sociedade campo-grandense.

A CULTURA é um dos pilares fundamentais na formação de qualquer sociedade. Tanto é que se encontra prevista no art. 215 da Constituição Federal brasileira de 1988 que diz o seguinte:

“Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais.”

O descaso irresponsável e ilegal da prefeitura de Campo Grande surge justamente num momento histórico da maior importância para as artes e para o acesso à cultura para população campo-grandense.

Em 17 de dezembro de 2013, foi aprovada pela Câmara Municipal de Campo Grande a Emenda nº 33/2013 que modifica o art. 182, e acrescenta os artigos 183-A e 184-B, à Lei Orgânica do Município.

O Art. 184-B da lei orgânica do de Campo Grande determina que “O Município de Campo Grande aplicará anualmente nas ações de fomento, investimento e difusão da cultura, nunca menos de 1% (um por cento) da receita proveniente da arrecadação municipal.”

Porém, desde a data da promulgação da Emenda 33/2013, nada foi feito pela prefeitura de Campo Grande visando a aplicação responsável da Lei.

Além disso, constatam-se outras ações e omissões ilegais acerca da finalidade, motivação, transparência, publicidade e eficiência em decorrência da utilização dos recursos públicos voltados para a Cultura da cidade.

Nesse aspecto, as informações constantes de documentos oficiais demonstram o total descaso e má gestão na destinação dos recursos públicos desde o período de 2014.

Conforme consta destes documentos, o Orçamento Municipal de Campo Grande para o período de 2014 ficou estabelecido em R$ 3.672.045.000,00 (Três bilhões, seiscentos e setenta e dois milhões e quarenta e cinco mil reais).

Deste montante, o que foi consignado pela destinação orçamentária para a Cultura neste período, e que se refere propriamente a 1% do orçamento estabelecido pela Lei Orgânica desde a aprovação da emenda 33/2013, foi o montante de R$ 33.950.000,00 (trinta e três milhões e novecentos e cinquenta mil reais) provenientes da Fundação Municipal de Cultura, juntamente com R$ 3.200.000,00 (três milhões e duzentos mil reais) provenientes do FMIC. (Fundo Municipal de Incentivo à Cultura).

Porém, sobre os recursos voltados para cultura, até o período de agosto de 2014, foram empenhados apenas R$ 10.310.481,62 (dez milhões, trezentos e dez mil, quatrocentos e oitenta e um reais e sessenta e dois centavos) para destinação às políticas voltadas para a Cultura.

Se não bastasse isso, só foram efetivados como gastos neste exercício, até o período de agosto deste ano, o montante de R$ 5.324.570,16 (cinco milhões, trezentos e vinte e quatro mil, quinhentos e setenta reais e dezesseis centavos).

A pergunta que não quer calar é: para “onde” e para “quem” foram destinados os recursos da Cultura de Campo Grande conforme determina a Lei?

Qual a destinação do restante desses recursos na exata medida em que os incontáveis artistas da cidade e suas organizações vêm assistindo um dos piores momentos sobre a execução das políticas em prol da Cultura no município, justamente durante o período em vigor de uma das Leis mais reivindicadas e aclamadas pela categoria?

Vale destacar, novamente, os termos do Art. 184-B. de que “O Município de Campo Grande aplicará anualmente nas ações de fomento, investimento e difusão da cultura, NUNCA MENOS DE 1% (UM POR CENTO) DA RECEITA PROVENIENTE DA ARRECADAÇÃO MUNICIPAL”.

Não bastasse isso, outra preocupação gritante das organizações de artistas de Campo Grande trata-se da aplicação do Art. 184-B da Lei Orgânica do Município a partir do Projeto de Lei Orçamentária n. 48 de 30 de setembro de 2014, já aprovado pela Câmara Municipal de Campo Grande e destinado para o período de 2015.

Nesse aspecto, foi definido como orçamento para 2015 o montante de R$ 3.672.045.000,00 (três bilhões, seiscentos e setenta e dois milhões e quarenta e cinco mil reais). Deste valor, ficou estabelecido como despesa para a Cultura o montante de R$ 27.120.856,00 (vinte e sete milhões, cento e vinte mil e oitocentos e cinquenta e seis reais). Desta designação orçamentária ainda acrescenta-se um montante de R$ 3.855.000,00 (três milhões e oitocentos e cinquenta e cinco mil reais), originário da SEGOV (Secretária Municipal de Governo e Relações Institucionais) e voltado para a Cultura e, se não bastasse isso, consta do orçamento do FMIC o montante de R$ 3.500.000,00 (três milhões e quinhentos mil reais).

Deste valor, cerca de R$ 9.364.856,00 (nove milhões, trezentos e sessenta e quatro mil e oitocentos e cinquenta reais) são destinados à folha de pagamento de pessoal da Fundação Municipal de Cultura.

Posto isso, indaga-se para onde estão indo os recursos destinados ao atendimento da população campo-grandense considerando que a maior parte dos recursos empenhados e que foram gastos no período de 2014 e destinados para 2015, foram somente com a folha de pagamento de servidores, incluindo as nomeações de cargos comissionados?

Essa quantia destinada ao pagamento dos servidores da Fundação Municipal de Cultura, seja no período de 2014 bem como no período de 2015 é vultosamente superior ao valor gasto com a execução efetiva dos projetos culturais a que se destina a Lei Orgânica do Município. Ou seja, gasta-se mais com o “pessoal” do que com os próprios projetos culturais.

Segundo informações constantes de veículos de imprensa de Mato Grosso do Sul, tais como os jornais eletrônicos Midiamax e Campo Grande News, além da Prefeitura não cumprir o que determina a Lei Orgânica do Município, ainda vem promovendo outras gestões ilegais nas ações administrativas em prol da Cultura na cidade de Campo Grande.
A partir desta situação da Prefeitura, em não cumprir a Legislação Municipal, várias manifestações de repúdio a essa postura vem ocorrendo no município conforme informam vários jornais.

O que se percebe, a partir da atual conjuntura política de Campo Grande, desde o afastamento/cassação do prefeito Alcides Bernal e da nomeação do atual prefeito Gilmar Olarte, é o “sucateamento” total de todas as ações administrativas voltadas para a Cultura.
Essa crise estabelecida lançou as políticas previstas na legislação municipal em favor da Cultura num limbo administrativo onde o interesse público não vem sendo atendido.

Ademais, não é só a Emenda nº 33/13 que não vem sendo cumprida. As verbas provenientes do FMIC (Fundo Municipal de Incentivo à Cultura) e do Fomteatro (Programa Municipal de Fomento ao Teatro) não estão sendo repassadas aos proponentes dos projetos selecionados no último Edital, e as prestações de contas relacionadas a todo o orçamento da esfera cultural do município também não estão sendo publicadas de forma transparente.

É notório destacar que a Diretora-Presidente da Fundação Municipal de Cultura, Juliana Zorzo, no dia 14 de novembro de 2014, proferiu despacho veiculado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) no sentido de tornar sem efeito os editais de seleção de projetos culturais do FMIC e do Fomteatro, sem motivar o ato administrativo supramencionado, configurando-se o desvio de poder ou desvio de finalidade conforme a Lei Federal 8.429/92.

Nesse sentido, as manifestações populares que vem ocorrendo reiteradamente pelos setores ligados às artes de Campo Grande referem-se ao total abandono, irresponsável, ilegal, imoral, daquilo que deveria ser efetivado pela Prefeitura, conforme determina a Lei Orgânica do município.

Se não bastasse isso, conforme informações retiradas de veículos de imprensa de notória divulgação, o município também vem agindo com truculência utilizando de seu aparato repressor da Guarda Civil Municipal para perseguir, impedir e autuar membros dos setores artísticos que, de acordo com o que determina o Art. 5º da CF/1988, manifestam-se livremente e pacificamente contra as ações e omissões do Poder Executivo municipal.

A aprovação da Emenda à Lei Orgânica do Município foi amplamente comemorada entre os setores artísticos e os membros do Poder Público responsáveis pela execução das políticas voltadas para a Cultura. Tanto foi que vale destacar a matéria publicada no Jornal O Estado de MS, em 21 de dezembro de 2013, sob o título “Cultura em festa - Movimento do 1% comemora R$ 35 milhões para setor cultural em 2014”.

Questões pontuais que deveriam ser geridas conforme os recursos destinados à Cultura sequer foram “cogitadas” pelas autoridades municipais.

É notório, conforme inúmeras notícias publicadas nos veículos de imprensa do estado, que a Prefeitura vem promovendo eventos “ditos culturais” em atendimento a organizações religiosas, em especial a Igrejas Evangélicas as quais, inclusive, o Prefeito e a Diretora da FUNDAC fazem parte.

Conforme constam dos documentos Oficiais do município foram gastos cerca de R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) para a promoção do evento “Quinta Gospel” que gerou sérias polêmicas e manifestações populares acerca das ações do município que corroboram práticas de racismo e que ferem o princípio do “Estado Laico”.

Os grupos e cultos musicais de origem afro-brasileira foram impedidos de participar deste projeto. Sobre esse fato, tem-se conhecimento de que já existe procedimento instaurado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, a cargo da 67ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, titular Drª Jaceguara Dantas da Silva Passos.

Referida conduta dos agentes políticos da Prefeitura foi amplamente divulgada pelos veículos de imprensa do Estado e diversas manifestações populares foram feitas no sentido de que atender interesses de igrejas evangélicas segue contra a liberdade de manifestação religiosa, principalmente de cultos de origem afro-brasileiras e indígenas conforme o disposto no Artigo 215, § 1º, da CF/88 que diz que “(...) § 1º. O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e a de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional”.

A omissão do Poder Executivo Municipal em não cumprir o que determina o art. Art. 184-B da Lei Orgânica do Município de Campo Grande/MS corrobora o descumprimento do Art. 11, incisos I, II, IV, V e VI da Lei Federal 8.429/92. Ou seja, é ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA, O QUE DEVE GERAR, INCLUSIVE, A CASSAÇÃO DO MANDATO DO PREFEITO MUNICIPAL!

Quanto à essa realidade já foi movida por diversos grupos de Teatro, uma REPRESENTAÇÃO para o Procurador Geral de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso do Sul no dia 26/11/2014 e ainda aguardam-se as providencias por parte daquele órgão.

Por fim, reivindicamos que sejam tomadas todas as medidas previstas na Legislação brasileira, seja pela Câmara Municipal de Campo Grande bem como pelo Ministério Público e Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, para que os agentes políticos citados na presente Carta sejam responsabilizados, civil e criminalmente, e que a Lei Orgânica do Município seja efetivamente aplicada, inclusive em relação aos recursos previstos no período de 2014, a partir de um  diálogo prévio e deliberativo com os setores artísticos e culturais da cidade e em conformidade com o Plano Municipal de Cultura.


Campo Grande, MS, 03 de março de 2015.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Maracangalha quem é você?

Maracangalha quem é você?
Nação livre, festa ou ideia
Abraça as causas libertárias
Avança o sinal
Com teus malabarismos
Muitos te seguem
Porque há riso
Outros que é sério
Há afeição e ternura
Do Fernando e a Aninha
E há o riso solto
De todos que por lá chegam
Até dos moradores de rua
Vão brindar com alegria
Que lhes resta
Do teu carnaval
De marchinhas, suor e cerveja
Da porta estandarte
E a dança em comunhão
Dessa festa que pelafresta da vida
De Campo Grande
Vai se afirmando
Porque somos Maracangalha
Evoé!


Silvaninha

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Sarobá, eu quero mais!

Sarobá, eu quero mais!

Aos amigos do Teatro Imaginário Maracangalha

Blocos sujos entoam Maracangalha, marchinhas em negros cordões e em brancos
bancos exaltam Baco, proclamam o imaginário dionisíaco.

Evoé! Saúdo-te com sambas e bambas ao som de batuques, tambores,
percussão duma carnavália da diversidade nessa igrejinha,
onde se celebram livres expressões, manifestações das culturas
e vontades populares. A você, evoé! Evoé...

Oh! Abre alas, divina epopeia, sarobá, meu pobre bairro, da negritude, liberdade,
inebriado de alegria, desde Arlequim, Pierrô e Colombina.
Obá, obá, obá...
Por onde passou a passarela arrepiou.

Quando eu era criança, inventava histórias coloridas de azul e branco,
aos pequenos pés de oratório.

Ah! Bendita loucura estampada em beiçolas caídas, vivendo em casas de taipa.
Divertida loucura vestida, travestida duma beleza imaterial,
corolário da humildade.

Cordão baluarte assopra aos ouvidos seus, meus, essa marcha de amigos,
marcha da simplicidade.

Enquanto viverem casados o bem e o belo, o ideal não vai passar...
Eram os cordões perseguidos pelas escolas dos doutos,
entendidos de nadas, desfazedores das origens,
das fontes que embebedam o firmamento.

Genésio, alma de suposições teatrais,
Agora vai-ou-racha, na praça, onde o povo é protegido pelos
des-sacralizados santos, benzidos por provadores de vinhos.
Enólogos partícipes dos ilhados encantos,
nessa arena antes palmilhada por vivos des-afetos, des-encontros.

Fantasiados de curumim, a pureza primeira, espontânea, lugar não dará
ao mero mercantil, mero sexual. O sagrado será celebrado em ruas
des-avergonhadas, cruzadas de mamelucos, cafuzos,
de gentes do interior e nele preservadas.

Barracão de zinco das antigas utopias, as quais trarão entendimentos aglutinadosem
movimentos mais naturais.
Quando eu acordar o esplendor, os dias despertar-me-ão
na casa dos símplices, com músicas, com Mozart e Bach,
no infinito e claro alvorecer.

Tambores dos ventos movimentam o espírito das artes.
Sob olhares iluminados por Chico, em abóbadas portuguesas e
de estilos estratégicos, florescerão os
ideais, com perenidade.

Evoé, evoé, obá, obá...
Vem, vamos agora pra nossa Maracangalha!

Ismael Machado

Poeta sul-mato-grossense

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

sábado, 24 de janeiro de 2015

NA RUA SEM FRONTEIRA


Em 2014 o Teatro Imaginário Maracangalha foi contemplado com o "Prêmio FUNARTE/ MINC Artes na Ruas" com o projeto de circulação e pesquisa "Na Rua Sem Fronteira" percorrendo a fronteira Paraguai e Bolívia. Foram dias inesquecíveis de trocas, conhecimento e principalmente a afirmação de que Arte não tem fronteira e pode mudar a gente e o mundo. Esses dias de trabalho e prazer estão registrados no curta documental da nossa querida comparsa Catia Santos. Desfrutem...
EvoÉ !
Arte Pública...Teatro de Rua!


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

5ª TEMPORADA DO CHAPÉU





Horário: 17:00
Local: Concentração Praça Ary Coelho
CORTEJO DE ABERTURA COM OS GRUPOS PARTICIPANTES

Horário: 19:00
Local: Praça Aquidauana
Espetáculo: A Folia no Terreiro de Seu Mané Pacaru
Grupo: Mamulengo da Folia (São Paulo/SP)
Sinopse: A Folia no Terreiro de Seu Mané Pacaru, é um espetáculo de mamulengo onde os personagens que aparecem pra esta festa são, muitos deles, clássicos da cultura popular e outros guardam parentesco próximo com a comédia Dell’Arte. Outros entram ao som e sabor do improviso em cada lugar onde o brincante se instale e a brincadeira se faça tratando do particular que se universaliza na identificação com o público que aprecia e brinca a brincadeira.
Concepção, Direção e Manipulação: Danilo Cavalcante

TERÇA FEIRA 25/11
Horário: 12:00 às 14:00
Local: Diversas linhas de ônibus de Campo Grande
Intervenção: Nos Busum
Grupo: Desnudos Del Nombre e Cia Simbiose (Campo Grande/MS)
Sinopse: As Companhias ‘Desnudos Del Nombre’ e ‘Cia Simbiose’ se unem para aproximar a arte ao cotidiano da população campo-grandense. Com ações de intervenções nos transportes públicos, a “Intervenção nos Busum” visa transformar a rotina transeuntes de diversas linhas do transporte público.
Elenco: Carlos Anunciato, Driely Alves, Geraldo Saldanha e Ísis Anunciato.

Horário: 15:00
Local: Escola Marçal de Souza
Intevenção: Ferro em Brasa
Grupo: Teatro Imaginário Maracangalha (Campo Grande/MS)
Sinopse: Ferro em Brasa tem aborda a questão do extermínio indígena desde o período do descobrimento do Brasil até os dias atuais, a partir da Carta de Pero Vaz de Caminha, de escritos do Frei Bartolomé de las Casas, poemas de Oswald de Andrade e noticias de violências contra os povos indígenas.
Elenco: Alê Moura, Camilah Brito, Fernando Cruz, Fran Corona, Moreno Mourão, Rendenson Valentim e William Hanenze

Horário: 19:00
Local: Praça Aquidauana
Espetáculo: Caminhos de Ferro
Atores: Isac Zampieri / Thiago Moura (Campo Grande/MS)
Sinopse: Conta a história de dois viajantes que aguardam um trem que nunca chega em uma estação ferroviária. Inspirado no espetáculo "A viagem" de Celio Adolfo e baseado em músicas como Trem Caipira de Villa-Lobos, Cuitelinho do folclore mato-grossense e poesias de Manoel de Barros, Lobivar Mattos e Vanda Ferreira.
Elenco: Isac Zampieri e Thiago Moura

Horário: 20:00
Local: Praça Aquidauana
Espetáculo: Ditinho Curadô
Grupo: Nativos Terra Rasgada (Sorocaba/SP)
A peça conta a história de Ditinho, o retrato de um costumeiro caipira, que belo dia foi agraciado com o dom de falar com santos através das fitas da bandeira do divino. Deste dia em diante Ditinho resolve ajudar as pessoas, e entre uma consulta e outra, inocentemente levado por sua vontade de ajudar, Ditinho começa a acumular benefícios que o levam a subir de vida, eleger um prefeito, entre outras confusões que esse “dom” divino trouxe a pacata vida desse pobre caipira.
Elenco: Bruna Salatini, Flávio Melo, João Mendes, Lucas Cardia, Rodrigo Zanetti, Samir Jaime, Stefany Cristiny e Tom Ravazoli

QUARTA FEIRA 26/11

Horário: 10:00
Local: Av. Júlio de Castilho esquina com Av. Noroeste
Intervenção: Sinais da Rua: um Assalto ou um Ladrão?
Grupo: Cia Simbiose (Campo Grande/MS)
Os artistas Carlos Anunciato, Isis Anunciato e Letícia Pontes , investigando as técnicas de dança urbanas, cascatas e quedas, propõe intervir nos sinais do cruzamento da Av. Júlio de Castilho com a Av. Noroeste, uma pequena sequência coreográfica com a entrega de um panfleto discutindo o trabalho em sinais, provocação à reflexão e a leitura estética no outro a partir do trabalho no sinal.
Elenco: Carlos Anunciato e Ísis Anunciato
Orientação: Letícia Pontes

Horário: 16:00
Local: Avenida Afonso Pena
Performance: Trans-it
Grupo: Coli$ão (Campo Grande/MS)

Horário: 19:00
Local: Praça Seu Luziano dos Santos (Rua 14 de Julho 13 de Maio)
Espetáculo: Poeta(s): Uma Conversa sobre Poesia
Grupo: Rob Drown (Campo Grande/MS)
Sinopse: São colagens que vão de poetas e escritores como Charles Baudelaire, Zé da Luz à Racionais MCs, todos em domínio público ou que foram gentilmente cedidos ao grupo, organizados por Érico Bispo. O trabalho perpassa varias técnicas teatrais como a "Teatro/performance" que vem sendo estudada pelo grupo e questiona a importância da poesia na contemporaneidade, bem como do poeta.

Intervenção: Pequenas Coisas
Grupo: Palhaço Purunga (Rio Janeiro/RJ)

Seminário Arena Aberta: Teatro em Movimentos
Participantes do seminário: Grupo de Teatro Nativos Terra Rasgada (SP), Grupos de Teatro de Campo Grande, e você.


QUINTA FEIRA 27/11

Horário: 10:00
Local: Calçadão da Barão
Intervenção: Três na Base: Segura a Pontes
Grupo: Cia Simbiose (Campo Grande/MS)
Sinopse: Performance com música e dança que busca dos transeuntes os estímulos para a improvisação e criação.
Elenco: Carlos Anunciato, Jonas Feliz, Ísis Anunciato e Letícia Pontes


Horário: 13h30
Local: Paço Municipal
 Intervenção: Cabeça de Papelão
Grupo: Teatro Imaginário Maracangalha (Campo Grande/MS)
Elenco: Alê Moura, Camilah Brito, Fernando Cruz, Fran Corona, Moreno Mourão, Rendenson Valentim e William Hennenze


Horário: 18:00
Local: Orla Morena
Espetáculo: A Bruxinha que era Boa
Grupo: Cia de Teatro Maria Mole (Corumbá/MS)
Sinopse: A bruxinha Ângela era muito diferente das bruxinhas que frequentavam a escola das maldades na floresta, todas estão sendo preparadas para serem as piores bruxas e assim ganhar a tão sonhada vassoura a jacto.
Texto: Maria Clara Machado
Direção: Bianca Machado
Elenco: Duda Rocha, Carol Mendes, Mariana Castro, Mariella Xavier, Thay Alves, Andri Rodrigues, Rica Vogar, Will Oniser, Wesley Leitte

Horário: 20:00
Local: Orla Morena
Espetáculo: O Sumiço do Boi Pintadinho
Grupo: Mamulengo Rasga Estrada (Presidente Prudente/SP)
Sinopse: Um espetáculo que conta a história do sumiço do boi Pintadinho que causa mil confusões com personagens clássicos do mamulengo fazendo Simão passar por apuros para recuperá-lo. Numa linguagem popular a história é narrada de maneira leve e solta com trocadilhos, escatologias e pitadas de críticas sociais. Quitérina, Coroné João Redondo, a cobra e até o Cão dos Inferno vão aparecer para ajudar Simão a entrar e sair das enrascadas por ele mesmo criadas.
Elenco: Felipe Barros, Camila Peral e Robson Toma
Autor: Mamulengo Rasga Estrada
Música: Robson Toma


SEXTA FEIRA 28/11

Horário: 10:30
Local: Calçadão da Barão
Espetáculo: Areôtorare - O Verbo Negro e Bororo do Índio Profeta
Grupo: Teatro Imaginário Maracangalha (Campo Grande/MS)
Sinopse: O espetáculo de rua revisita as obras “Areôtorare” (1935) e “Sarobá” (1936) do escritor modernista Lobivar Matos, nascido em Corumbá (MS), aborda as relações humanas e sociais do seu tempo. Desta forma, questões como desigualdade, preconceito e desenvolvimento econômico são desveladas sob a ótica dos trabalhadores, índios e negros que até hoje “refletem os anseios, as revoltas, as durezas amargas da época e do meio em que vivem” (MATOS, L.)

Intervenção: Poetibilidades
Grupo: Rob Drown (Campo Grande/MS)
Sinopse: O quanto de “Poetibilidades” (possibilidades poéticas) está incluída no cotidiano? O quanto você é capaz de perceber as Poetibilidades que o acaso nos traz? Olhe ao redor, uma pedra colorida, o encaixe do azulejo, o galho torto de uma arvore... tudo ao seu redor tem mais poesia do que você pode imaginar.
Direção e conceituação temática: Ana Vieira

Intervenção: Assim
Grupo: Cia Maria Mole (Corumbá/MS)
Sinopse: Um homem trancado em sua própria torre.
Direção: Bianca machado
Ator: Leonardo de castro


Horário: 19:00
Local: Antiga Rodoviária
Estreia de Espetáculo: Verdades Inversas
Grupo: Flor e Espinho de Teatro (Campo Grande/MS)
Sinopse: Atenção povo da rua
Pro que vai se anunciar:
Agora a história sua
Flor e Espinho vai narrar!
Uma tragédia rimada?
Ou comédia a se rimar?
São vocês povo da rua
Quem há de classificar
Porque a história é sua
Nossa função é narrar
Espelho da sociedade
Pra ela mesma se mirar
Vamos juntos com coragem
Pra nos identificar
Bem vindos povo da rua
Cá aqui no seu lugar!
Atuadores: Ewerton Goulart, Luiz Claudio Dias, Nathália Andrade, Nathalia Borioli, Alex Peterson, Renata Cáceres.
Dramaturgia: Péricles Anarcos
Direção: Anderson Lima

Seminário Arena Aberta: Arte que Cura
Participantes do seminário: Vitor Pordeus - Médico, ator, psiquiatra cultural e pesquisador (Rio de Janeiro/RJ)


SÁBADO 29/11

SAROBÁ DO CHAPÉU

Horário: 17:30
Local: Antiga Rodoviária
Espetáculo: O Palhaço no 1/2 da Rua com o número Bem-Te-Vi tecido acrobático e pirofagia
Grupo: Circo do Mato (Campo Grande/MS)
Sinopse: Um espetáculo de Circo-Teatro, andante e de simples Assimilação. Constituído de música, teatro e dialogo direto com o circo; o espetáculo é lírico, poético, esteticamente marcado para relembrar os tradicionais circos e suas pequenas famílias circenses.
Elenco: Mauro Guimarães, Douglas Caetano, Yago Garcia, Murillo Atalaia e Yasmin Fróes

Horário: 19:30
Local: Antiga Rodoviária
Intervenção: Pedras, Terra e Aves
Grupo: Bela Dona (Cuiabá/MT)
Sinopse: Pedras, Terra e Aves, homenagem a Cora Coralina, Patativa do Assaré e Manoel de Barros, contando ainda com poemas de Haroldo de Campos e Luiz Gonzaga Pinto, meu pai. O objetivo principal da encenação é demonstrar a força das pequenas coisas na vida da gente. Os valores ligados a aspectos mais primitivos na busca pela sobrevivência atual nas selvas de pedra.
Concepção e elenco: Bela Dona

Horário: 21:00
Local: Antiga Rodoviária
Intervenção: IPS
Grupo: Em Boa Companhia (Corumbá/MS)

Horário: 21h30
Local: Antiga Rodoviária
Performance: Obey
Ator: Thiago Moraes (Campo Grande/MS)


Lançamento do livro «Flor de Ingá»
Autor: Luiz Renato de Souza Pinto (Cuiabá/MT)
Ano: 2014
Editora: Carlini & Caniato
Sinopse: Dezesseis anos depois do lançamento de Matrinchã do Teles Pires, Luiz Renato de Souza Pinto traz à luz Flor do Ingá. Segundo livro da prometida trilogia sobre colonização, este volume traz recordações de Pedro, professor de história formado na Universidade Estadual de Londrina, Paraná, durante os anos de chumbo da ditadura militar no Brasil. Ao tratar de processos de colonização ao norte de Mato Grosso ao longo da década de 1970, o narrador-personagem rememora o passado de seus familiares, o que inclui o surgimento das ligas camponesas no Paraná e o ambiente conturbado da UEL durante o regime de exceção.

Unolhar
Instalação Fotográfica
Fotografia: Diogo Gonçalves (Campo Grande/MS)
Argumento: Tainá Jara
Produção: Ateliê Passarinho
Sinopse: A instalação fotográfica 'Unolhar' propõe uma apreciação mais atenta do público sobre fotografias. Na era da tecnologia, a imagens se tornaram instantâneas e efêmeras, quase parte de uma linguagem universal, o que leva a uma espécie de invisibilidade do olhar único de cada executor dos registros. Para proporcionar uma observação mais atenta, as imagens são expostas em monóculos, um espécie de caixinha contendo uma foto em miniatura, com lente embutida que permite a visualização da imagem em tamanho aumentado. Nesta série, as lentes únicas permitem uma viagem pelas últimas edições da festa Sarobá, tradicional manifestação de rua de Campo Grande-MS.

TRANSCINE
Mostra Audiovisual

Matem ... o filme
Sinopse: Projeção do filme «Matem ... os Outros» como uma nova releitura. Dois atores num segundo plano.

Passagem
Duração: 15 min.
Ano: 2006
Direção: Airton Raes e Fernando Cruz
Sinopse: O filme trata de uma menina que vem do interior para a Capital em busca de emprego e é aliciada para a prostituição.

T’amo na Rodoviária
Duração: 3 min.
Ano: 2009
Direção: Givago Oliveira
Sinopse: Cenas projetadas com diálogos impressos nas imagens.

Lucia Tem um Rabo
Duração: 19 min.
Ano: 2014
Direção: Camila Nham
Sinopse: Se destacar e ser alguém por meio da profissão. Uma empresa de telemarketing doutrinária, uma garota em busca de sua autenticidade e a falta de perspectiva que a realidade traz.

Música
Edmilsons
PúrPura
Irene e Irany, as Irmãs vai ou Racha
Ana Cabral
Alien Sputnik
Pingo de Ouro
DJ Leopoldo Ceni, discotecagem com vinil

Dança
Grupo Street Pop
Cyphers Coletivo Viva Rua - Roda de Break / B Boys

 Performances
“IPS” com Grupo Em Boa Companhia (Corumbá, MS)
“Obey” com Thiago Moraes (Campo Grande, MS)
“Pedras, Terras e Aves”, com Bela Dona (Cuiabá, MT)

 Teatro/Circo
“O Palhaço no ½ da Rua”, com Circo do Mato (Campo Grande/MS)

 Literatura
Lançamento do livro “Flor de Ingá”, de Luiz Renato de Souza Pinto
Leitores ao Vento
Varal de Poesias Lobivar Matos

Manoel de Barros

 Cultura Popular
Piraquilombo 2015 (Piraputanga/MS)
 * Folia de Reis e Boi Bumbá
 * Boi Estrelinha
Cortejo Teatro Imaginário Maracangalha
Grupo Camuanga de Capoeira Angola

E mais...
Pista de skate livre
Associaçao de Skate de Mato Grosso do Sul
Cia. das Artes
Espaço Imaginário
Escambinho

Quitutes, bebidas e rolês