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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

MARACANGALHA no 8º Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense




8º Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense


O Teatro Experimental de Alta Floresta (TEAF) realiza a oitava edição do Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense, entre os dias 7 e 13 de dezembro. Com programação gratuita o evento contará com 24 atrações que acontecerão em dez lugares distintos da cidade, colocando Alta Floresta no cenário artístico nacional durante a sua semana de realização.
Nessa edição, haverá a participação de onze grupos teatrais de três estados brasileiros, além de uma intervenção de artes visuais e um show de encerramento. Participarão desta edição os grupos: Theatro Fúria, Coletivo Spectrolab, Cia. Thereza Helena, Cia Pessoal de Teatro, Grupo Tibanaré e Vinícius dos Santos, de Cuiabá/MT, Teatro Faces Jovem de Primavera do Leste/MT, os artistas grafiteiros Thiago Sampaio (Sampa) de Sinop e Adão Silva (Babu) de Cuiabá, Vinícius Piedade de São Paulo/SP e Grupo Teatro Imaginário Maracangalha de Campo Grande/MS. De Alta Floresta integram a programação o próprio Teatro Experimental de Alta Floresta, o Grupo Fulcro Abstração e a Banda Projeto Psiconáuticos.
Com temáticas e estéticas bastante diferenciadas, os espetáculos foram selecionados com intuito de propiciar uma experiência singular e provocadora ao público. “Podemos afirmar que conseguimos estruturar uma edição com produções muito potentes. A população de Alta Floresta e região terá a oportunidade de ver trabalhos de grupos de repercussão nacional e internacional”, diz Ronaldo Adriano, membro do TEAF e coordenador do Festival.
O evento terá início com um cortejo cênico com saída do Museu de História Natural de Alta Floresta pelas avenidas centrais no dia 7 pela manhã. Outras apresentações acontecem em outros espaços públicos da cidade, como a Praça da Cultura, Praça Cívica, Feira Livre Municipal e Praça do Bom Pastor. Haverá ainda apresentações nas Escolas Ludovico da Riva Neto, Geny Silvério Dalarincy e Jardim Universitário, localizadas respectivamente nos bairros Vila Nova, Panorama e Jardim Universitário. O Ponto de Cultura Barracão de Flores, na Comunidade Guadalupe também receberá ações do festival garantindo a integração urbano/rural no que diz respeito ao acesso de arte e cultura. O restante da programação acontecerá no Espaço Cultural TEAF, sede do Teatro Experimental, localizada na Perimetral Rogério Silva, 3747.
Além dos espetáculos haverá a realização de três edições da Tertúlia Teatral nos dias 8, 10 e 13 de dezembro, que são momentos onde os grupos e artistas participantes promovem reflexões sobre as formas de produção, de seus processos artísticos e de gestão.
“Diante das dificuldades que o setor cultural tem enfrentado neste ano, conseguir realizar mais uma edição do festival é motivo de celebração e resistência”, pontua Wesley Ramos, membro do TEAF e da equipe curatorial do festival.
O 8º Festival de Teatro da Amazônia Mato-grossense tem o patrocínio do Governo do Estado do Mato Grosso, através Secretaria de Estado de Cultura, Esportes e Lazer.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA
07/12 – SÁBADO
9h30 - Cortejo Cênico Teatral
Grupo Teatro Imaginário Maracangalha - Campo Grande/MS
Local: Centro (saída do Museu de História Natural)
Classificação: Livre

17h - Epifânia
Coletivo Spectrolab - Cuiabá/MT
Local: Praça da Igreja Matriz
Classificação: Livre

19h30 - Abertura Oficial
Local: Espaço Cultural TEAF
Classificação: 12 anos

20h30 - Todo Mês Sangra
Teatro Experimental de Alta Floresta - Alta Floresta/MT
Local: Espaço Cultural TEAF
Classificação: 12 anos

21h30 - Intervenção Grafite *
Grafiteiros: Sampa e Babu - Sinop/MT e Cuiabá/MT
Local: Espaço Cultural TEAF
Classificação: Livre
* esta atividade se extende ao longo da programação do festival


A partir das 19h - Bar ‘Ápeiron’
Espaço de confraternização e interação entre pessoas, comidas e ideias.
Local: Espaço Cultural TEAF

08/12 – DOMINGO
8h30 - Resí(duo)
Coletivo Spectrolab - Cuiabá/MT
Local: Feira Livre
Classificação: Livre

9h30 - Areôtorare – o verbo negro e bororo do índio profeta
Grupo Teatro Imaginário Maracangalha - Campo Grande/MS

Local: Feira Livre
Classificação: Livre

13h - Tertúlia Teatral 
Grupos participantes: TEAF, Grupo Teatro Imaginário Maracangalha, Coletivo Spectrolab e Cia. Thereza Helena
Local: Barracão de Flores – Sítio Flores, estrada Pedra do Índio, comunidade Nossa Senhora do Guadalupe

16h30 - Tira a Mão
Coletivo Spectrolab - Cuiabá/MT
Local: Espaço Cultural TEAF
Classificação: Livre

19h30 - Inhamor
Cia. Thereza Helena - Cuiabá/MT
Local: Barracão de Flores – Sítio Flores, estrada Pedra do Índio, comunidade Nossa Senhora do Guadalupe
Classificação: Livre

Intervenção Grafite
Grafiteiros: Sampa e Babu

09/12 – SEGUNDA-FEIRA
10h30 - Pachamama
Cia. Thereza Helena - Cuiabá/MT
Local: Escola Ludovico da Riva Neto - Bairro Vila Nova
Classificação: Livre

14h30 - Game Over – Teatro Lambe-lambe
Cia. Thereza Helena - Cuiabá/MT
Local: Escola Geny Silvério Dalarincy – Bairro Panorama
Classificação: Livre

15h - Furiosa Máquina Historiadora
Theatro Fúria - Cuiabá/MT
Local: Escola Geny Silvério Dalarincy – Bairro Panorama
Classificação: Livre

19h - Teckohá - Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno
Grupo Teatro Imaginário Maracangalha - Campo Grande/MS
Local: Praça da Cultura
Classifica: Livre

20h30 - Entre Não Lugares
Cia Pessoal de Teatro - Cuiabá/MT
Local: Espaço Cultural TEAF
Classificação: Livre

Intervenção Grafite
Grafiteiros: Sampa e Babu

A partir das 19h - Bar ‘Ápeiron’
Espaço de confraternização e interação entre pessoas, comidas e ideias.
Local: Espaço Cultural TEAF

10/12 – TERÇA-FEIRA
9h - Tertúlia Teatral 
Grupos participantes: Cia Pessoal de Teatro, TEAF e Teatro Faces Jovem
Local: Espaço Cultural TEAF

17h30 - Cortejo Capetim
Grupo Teatro Imaginário Maracangalha - Campo Grande/MS
Local: Praça do Bom Pastor - Bairro Bom Pastor
Classificação: Livre

20h30 - Elefante
Teatro Faces Jovem - Primavera do Leste/MT
Local: Espaço Cultural TEAF
Classificação: 16 anos

Intervenção Grafite
Grafiteiros: Sampa e Babu

A partir das 19h - Bar ‘Ápeiron’
Espaço de confraternização e interação entre pessoas, comidas e ideias.
Local: Espaço Cultural TEAF

11/12 – QUARTA-FEIRA
9h - O Acordo
Teatro Faces Jovem - Primavera do Leste/MT
Local: Espaço Cultural TEAF
Classificação: 14 anos

18h30 - Romeu e Julieta
Teatro Faces Jovem - Primavera do Leste/MT
Local: SISCOS – Praça Cívica
Classificação: Livre

19h - Sarau SISCOS
Local: Praça Cívica
Classificação: Livre

20h30 - Hamlet Cancelado
Vinícius Piedade & Cia - São Paulo/SP
Local: Espaço Cultural TEAF
Classificação: 14 anos

Intervenção Grafite
Grafiteiros: Sampa e Babu

A partir das 19h - Bar ‘Ápeiron’
Espaço de confraternização e interação entre pessoas, comidas e ideias.
Local: Espaço Cultural TEAF

12/12 – QUINTA-FEIRA
9h - Agro Negócio
Grupo Fulcro Abstração (IFMT) - Alta Floresta/MT
Local: Espaço Cultural TEAF
Classificação: 14 anos

20h30 - TaiChiBanana
Grupo Tibanaré - Cuiabá/MT
Local: Espaço Cultural TEAF
Classificação: 14 anos

Intervenção Grafite
Grafiteiros: Sampa e Babu

A partir das 19h - Bar ‘Ápeiron’
Espaço de confraternização e interação entre pessoas, comidas e ideias.
Local: Espaço Cultural TEAF

13/13 – SEXTA-FEIRA
9h - Tertúlia Teatral 
Grupos participantes: Fulcro Abstração, TEAF, Vinícius Piedade & Cia, Grupo Tibanaré e Theatro Fúria
Local: Barracão de Flores – Sítio Flores, estrada Pedra do Índio, comunidade Nossa Senhora do Guadalupe

14h - Furiosa Máquina Historiadora
Theatro Fúria - Cuiabá/MT
Local: Centro (próximo da Caixa Econômica Federal)
Classificação: Livre

15h30 - Palhaçando
Grupo Tibanaré - Cuiabá/MT
Local: Escola Jardim Universitário
Classificação: Livre

20h30 - O Pirata & Deus
Theatro Fúria - Cuiabá/MT
Local: Espaço Cultural TEAF
Classificação: 12 anos

21h30 - Show Pátria Amarga Brasil
Banda Projeto Psiconáuticos - Alta Floresta/MT
Local: Espaço Cultural TEAF
Classificação: 12 anos

21h45 - Performance Memórias Barrentas de Barros

Vinicius dos Santos - Cuiabá/MT
Local: Espaço Cultural TEAF
Classificação: Livre

Intervenção Grafite
Grafiteiros: Sampa e Babu

A partir das 19h - Bar ‘Ápeiron’
Espaço de confraternização e interação entre pessoas, comidas e ideias.
Local: Espaço Cultural TEAF

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

TEKOHA no VIII Seminário Povos Indígenas e Sustentabilidade


O espetáculo de teatro de rua Tekoha - Ritual de vida e morte do Deus Pequeno será apresentado no VIII Seminário Povos Indígenas e Sustentabilidade: Produção de Conhecimento e Interculturalidade, que acontecerá na Universidade Católica Dom Bosco, às 19 horas no bloco - A.

O VIII Seminário conta com os seguintes apoiadores:
Centro Estadual de Formação de Professores Indígenas de Mato Grosso do Sul - CEFPI;
Programa de Pós-Graduação Mestrado em Desenvolvimento Local - UCDB;
Universidade Federal da Grande Dourados - FAIND;
Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul;
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

E realização do:
Programa de Pós-Graduação em Educação - Mestrado e Doutorado - PPGE/ UCDB;
Núcleo de Estudos e Pesquisas das populações Indígenas - NEPPI/ UCDB;
E da Rede de Saberes - UFMS/ UCDB/ UEMS/ UFGD

TEKOHA 
Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno
O espetáculo narra a trajetória do líder guarani Marçal de Souza e sua resistência histórica na luta pela terra e direitos dos povos indígenas. A palavra que dá nome ao espetáculo, Tekoha, tem um significado peculiar. “Teko” significa modo de estar, sistema, lei, hábito, costume. Tekoha, assim, refere-se à terra tradicional, ao espaço de pertencimento da cultura guarani. É no Tekoha que os guaranis vivem seu modo de ser. O Teatro Imaginário Maracangalha faz da rua a representação tão sagrado aos guaranis.

Direção: Fernando Cruz
Dramaturgia: Fernando Cruz e atuadores
Atuadores: Fran Corona, Moreno Mourão, Paulo Augusto, Fernando Cruz e Ariela Barreto
Pesquisa: Patrícia Rodrigues
Alegoria: Lício Castro
Cenografia: Zéduardo Calegari Paulino
Figurino: Ramona Rodrigues
Preparação corpo em cena: Breno Moroni
Produtora e contra - regra: Ana Capilé
Foto: Danilo Vieira - FIT Rio Preto 2017
Designer gráfico: Maira Espíndola 
Assessoria de Imprensa: Carol Alencar Cozzati
Duração 50 min. /Classificação livre

terça-feira, 20 de agosto de 2019

13 ANOS DE MARACANGALHA

Entonces gente, são 13 anos pelas ruas a Céu Aberto, e com Direito a Cidade, compartilhamos o que temos de melhor: Arte, Luta e Festa! Acompanhe a programação que começa dia 11 de Agosto e segue até dia 31 de agosto. Tem Cortejo de São Genésio, Teatro de Rua, Intervenção, Performance, Seminário, Rendevu (babadoforte) Festa!
Tudo em nome da Alegria!
Vivas São Genésio!
EvoÉ Baco, Nossa Senhora da Diversão, Curumins, Erês, Laroyeee!



RENDEVU 13 ENCRUZILHADAS DE MARACANGALHA – Celebração Diversão Festa Ferveção Junção Fuleraji Balbúrdia Conexões Catarse bejacubejacubejacu No BAR BOLA SETE – Bairro Amambaí – a partir das 15:00 Domingão véspera de aniver de CG. Ahhhhhh CINCO PILAS para Fortalecer a manutenção do nosso espaço e Circulação pela cidade afora . Apoie esse Rolê, não é transgênico.
13 encruzilhadas, caminhos que se encontram e desordenam causando transformações. E na crença da ajuda mútua celebramos o cuidado daqueles que nos são queridos, daqueles que nos são estranhos e da grande maioria que luta nesta sociedade capitalistafascista. E temos que olhar para fora, 360 graus. Para os que são diferentes de nós e nóix tudo misturado, farofado, com pimenta vermelha: Lutar e se Divertir! Diversão é Divino! Brindemos com a nossa Laia. Salve Nossa Senhora da Diversão!
EVOÉ Maracangalha!
EvoÉ Teatro de Rua!
Laroyeeeeee!

segunda-feira, 10 de junho de 2019

FERRO EM BRASA na E. E. Élia França Cardoso

FERRO EM BRASA
Dia 19 de junho às 10 horas na Escola Estadual Élia França Cardoso, localizada na rua Srg. Jonas Sérgio de Oliveira, 297 - Jardim São Conrado, Campo Grande - MS.




FERRO EM BRASA

A intervenção de rua em teatro épico aborda o impacto da invasão das terras indígenas de 1500 até hoje no Brasil e na América com a chegada das primeiras naus e os primeiros contatos com os povos originários. É construída a partir das cartas de Bartolomé de Las Casas (1507), Pero Vaz de Caminha (1500), poemas de Oswald de Andrade e notícias recorrentes em  jornais atuais.

Ficha técnica:
Direção e dramaturgia: Fernando Cruz  
Texto: cartas de Bartolomé de Las Casas e Pero Vaz de Caminha, poemas de Oswald de Andrade e notícias jornais.
Encenação: Fernando Cruz e o grupo  
Elenco: Fran Corona, Fernando Cruz, Ariela Barreto, Moreno Mourão, Paulo Augusto e Pepa Quadrini
Figurino: o grupo
Designer gráfico: Maíra Espíndola

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

VIII MOSTRA DE REPERTÓRIO


TEKOHA 
Ritual de Vida e Morte do Deus Pequeno
O espetáculo narra a trajetória do líder guarani Marçal de Souza e sua resistência histórica na luta pela terra e direitos dos povos indígenas. A palavra que dá nome ao espetáculo, Tekoha, tem um significado peculiar. “Teko” significa modo de estar, sistema, lei, hábito, costume. Tekoha, assim, refere-se à terra tradicional, ao espaço de pertencimento da cultura guarani. É no Tekoha que os guaranis vivem seu modo de ser. O Teatro Imaginário Maracangalha faz da rua a representação tão sagrado aos guaranis.

CABEÇA DE PAPELÃO
"Cabeças e relógios querem-se conforme o clima e a moral de cada terra" - João do Rio (1881-1921)
A intervenção performativa inspirada no conto O homem da cabeça de papelão de João do Rio expressa em forma crítica uma sociedade dominada pela alienação social, econômica e intelectual. Interferindo no cotidiano das cidades silenciosamente, as imagens dos atores em suas cabeças de papelão provocam indagações sobre a coisificação do ser humano nos dias de hoje criando uma metáfora do dia a dia.

OPERÁRIO EM CONSTRUÇÃO
Operário em Construção trata de um operário que entra em processo de conscientização individual e resiste à exploração através da palavra “não”. É um dos poemas de lírica comprometida com o cotidiano e seus conflitos sociais. Intervenção de rua que performa e interage no dia a dia das cidades a qualquer hora em qualquer lugar tendo com referência a poesia de Vinícius de Moraes.


FERRO EM BRASA
A intervenção de rua em teatro épico aborda  o impacto da invasão   das terras indígenas de 1500 até hoje no Brasil e na América com a chegada das primeira naus e os primeiros contatos com os povos originários  . É construída a  partir das cartas de  Bartolomé de Las Casas (1507),Pero Vaz de Caminha (1500), poemas de Oswald de Andrade  e notícias recorrentes em  jornais atuais.

AREÔTORARE
O verbo negro e bororo do índio profeta
A ação cênica/performativa Areôtorare vem sendo pesquisada na rua a seis anos pelo Teatro Imaginário Maracangalha. Na trajetória de pesquisa do movimento e das ações da poesia vários formatos foram experimentados: leituras públicas em forma de manifestos (agitprop), ações físicas dos personagens e situações dos poemas, do autor, cortejos, desfragmentação da palavra, fragmentação do texto, escritas nos figurinos e nos corpos, sempre na busca das várias representações possíveis a partir da palavra, da poesia, da obra do autor sem perder de vista seu contexto histórico (modernismo no Mato grosso/Brasil) e o contexto em que vivemos, procurando paralelos e semelhanças com a contemporaneidade. As intervenções já contaram com a participação de quinze atores e músicos, hoje o trabalho se apresenta com sete atores/músicos que surpreendem o público a cada apresentação já que a ação pode ocorrer em qualquer espaço ,público (praça, feiras, ruas, calçadões, terminais de ônibus), dialogando com o fluxo de cada rua ou cidade. A ação cênica/performativa em cena e poesia é itinerante e interativa percorrendo ruas convocando o público a viajar pela ação das palavras que saem do papel e ganham vida, dando visibilidade ao conteúdo invisível das palavras, sendo a cada apresentação uma vivência única. As músicas em cena são autorais e baseadas no universo do autor. As apresentações tem percorridos festivais e feiras literárias revelando ao público a literatura modernista do Brasil central, desvelando através da palavra em ação o manifesto modernista do antigo Mato Grosso (Manifesto a minha gente -Corumbá, Mato Grosso 1935) e a obra deste importante autor, Lobivar Matos, "O Poeta Desconhecido", e que hoje é reconhecido no cânone da literatura e patrimônio cultural brasileiro e tem muito a dizer e a refletir com poesia os tempos em que vivemos.

CONTO da CANTUÁRIA
da obra Contos de Canterbury
de Geoffrey Chaucer (1340)
“...Eu vou pra Maracangalha eu vou...” cantando assim pelas ruas e cortejando a cidade, o Teatro Imaginário Maracangalha inicia o espetáculo de rua Conto da Cantuária.
O “Conto da Cantuária” em um longo processo de pesquisa, tornou-se elemento de pesquisa do grupo, conquistando público, prêmios, vários anos de circulação e uma pesquisa científica.
A peça teatral “Conto da Cantuária” é uma adaptação da obra Contos de Canterbury escrita pelo autor inglês Geoffrey Chaucer no período de 1384 - 1400, em plena inquisição na idade média.
O texto crítico e humorado é constituído de 29 contos e o grupo optou pela montagem do “Conto do vendedor de indulgências”, que retrata de forma farsesca e ácida o comércio das religiões e as corrupções em nome de deus, do dinheiro e da ambição, traçando um paralelo com os dias atuais.
O espetáculo estreou em 2009. Na montagem atual o elenco é composto pelos atuadores Renderson Valentim, Fran Corona, Moreno Mourão e Fernando Cruz que atua e assina a direção da peça.
No espetáculo, o Teatro imaginário Maracangalha mantém seu processo de pesquisa continuado e afirma a identidade do grupo que opta pelo teatro de rua, debatendo temas, ideias, formas e meios estéticos que vão de encontro a realidade dos trabalhadores, transeuntes das ruas dos centros e periferias da cidade, fazendo arte pública, sem fronteiras. 

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

MARACANGALHA - 12 Anos com os Pés na Rua

ATENÇÃO MARACA AGORA É SÉRIO!
VAI COMEÇAR TUDO... TUDO... TUDO DE NOVO!




O Teatro Imaginário Maracangalha tem o que celebrar. São 12 anos de trabalho e pesquisa continuada em teatro de rua e 10 anos de Sarobá ocupando a cidade.

Para celebrar, o coletivo ocupa dessa vez o Bar do seu Calepes ou o Grego como é conhecido o dono do bar que carrega uma simpatia e generosidade incrível e também a memória da transformação da cidade a partir do bairro Cabreúva e das pessoas que passam por ali para provar a cachaça de laranja, os lanches deliciosos e até remédios de plantas medicinais que atravessam o mundo com suas curas.

O grupo legitima sua postura estética e política ocupando a rua, celebrando os botecos populares e suas memórias e dialogando na roda a cidade que queremos por isso nos inspiramos nos 50 anos da Feira Brasileira de Opinião e 50 anos do maio 68, referências de reação das artes contra a censura e o autoritarismo já que vivemos novamente tempos sombrios.

Dia 24 de agosto o Sarobá começa com o Seminário Arena Aberta – Poéticas além das margens e que tem como convidados duas feras, o poeta Douglas Diegues com poemas, sons e o conceito de portunhol selvagem relacionado a cultura Guarani e o arquiteto e artista Gilfranco Alves e o seus processos em cibersemiótica , videomapping e Ocupação de espaços públicos .

Dia 25 de agosto a celebração é na rua com o Sarobá de Opinião no bar do seu calepes , o bar e a rua a rua e o bar e a gente no meio disso tudo com muita música ao vivo, performance, poesia, artesanato, artes visuais, dança, cultura da infância com muita atividade para criançada, cultura popular e a feira de trocas.

A Feira de Trocas promove uma outra economia, a economia solidária, onde podemos levar o que quisermos para trocar (livros, CDs, brinquedos, sementes, plantas, o que der na telha...) organizado pelo movimento da Central de Comercialização de Economia Solidária atuante em todo o Brasil . 

E para fechar com chave de ouro acontece no Sarobá o Cortejo de São Genésio (25 de agosto é dia dele) dia do aniversário de 12 anos do Maracangalha e abre os caminhos para VIII Mostra de Repertório (sete trabalhos diferentes, teatro de rua, intervenção e performance) que acontece a partir do dia 28 de agosto.

É como disse o poeta Lobivar Matos (1917-1945) em seu livro Sarobá:
“...Quebrando os velhos moldes, abandonando os temas irrisórios, dando largas ao pensamento livre, os poetas da geração moderna são obrigados a falar nas coisas humildes, nos dramas cruciantes dos desgraçados, dos miseráveis, dos párias sem pão, sem amor e sem trabalho.
Esse é o papel dos poetas da minha geração! “ (Manifesto a minha gente 1935).

E assim seguimos pelas ruas a 12 anos: Muito trabalho, persistência, pesquisa, resistência e dignidade. EVOÉ!

SAROBÁ DE OPINIÃO


Sexta-feira, 24/08
Sede do Teatro Imaginário Maracangalha [rua Nicolau Fragelli, 86]
19h - Seminário Arena Aberta: Poéticas além das margens 
Convidados: Poeta Douglas Diegues e Arquiteto Gilfranco Alves 
Mediação: Thiago Rodrigues de Carvalho

Sábado, 25/08
Bar do seu Calepes [rua Santos Dumont, 283]
15h - Sarobá De Opinião

Programação
Apresentação: Maíra Espíndola
DJs: Maíra Espíndola e Henrique Lucas 

Cultura da Infância:15h
Neska Brasil/ Ateliê Mundo
Leitores ao Vento
Economia Solidária – Feira de Trocas
Bate-papo com as Doulas

Música:
Joyce Terra e Raphael Vital 
Irene e Irani – Irmãs Vai ou Racha 
Peixes Entrópicos 
Alien Sputnik
Coletivo Ksulo

Artes Plasticas:
Leonardo Mareco

Dança:
Grupo Femme
Cultura Popular:
Escola de Capoeira Angola – Camuanga de Angola
Grupo Tikay - Bolívia

Poesia 
Maria Maria
Iuri Lucas

Performance:
Rah Conde

Intervenção:
Cortejo de São Genésio com Teatro Imaginário Maracangalha

Artesanato Gastronomia e Festa



VIII MOSTRA DE REPERTÓRIO

Quarta-feira, 29/08
Praça Ary Coelho
11h - Espetáculo Tekoha - Ritual de vida e morte do Deus Pequeno
17h - Intervenção Cabeça de Papelão

Quinta-feira, 30/08
Feira da Orla Morena
20h - Intervenção Operário em Construção

Sexta-feira, 31/08
Praça Ary Coelho
12h - Intervenção Ferro em Brasa
19h30 UEMS/ JART Cortejo até a Praça do José Abrão
Praça do José Abrão
20h - Espetáculo Areôtorare - o Verbo negro e bororo do Índio Profeta

Sábado, 01/09
Lariscas da Lu
20h - Espetáculo Conto da Cantuária

Domingo, 02/09
Orla Aeroporto
16h Espetáculo Tragicomédia de Dom Cristóvão e Sinhá Rosinha

Arte: Maíra Coraci