segunda-feira, 5 de maio de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
Rede Brasileira de teatro de Rua - Carta de Londrina/PR
CARTA DE LONDRINA/PARANÁ
“Sem saber de nada
Vive aquém nesse Brasil
Meu país rasgado
Coronéis e desvarios
Por que não distribui riqueza
O povo nunca viu
A rua é do povo
Ninguém comprou
Ninguém pariu (...)”
(Everton Bonfim – Movimento dos Artistas de Rua de Londrina/MARL)
A Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), criada em março de 2007 em Salvador/BA, é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os grupos de teatro, trabalhadores(as) da arte, pesquisadores(as) e pensadores(as) envolvidos com o fazer artístico de rua, pertencentes à RBTR, são seus articuladores(as) para, assim, ampliar e capilarizar, cada vez mais, reflexões e pensamentos, com encontros, movimentos e ações em suas localidades.
O intercâmbio da RBTR ocorre de forma presencial e virtual, entretanto, toda e qualquer deliberação é definida por consenso nos encontros presenciais. Os seus articuladores realizam dois encontros anuais em diferentes regiões brasileiras, contemplando as várias regiões do país. Articuladores e coletivos regionais de todos os estados deverão organizar-se para garantir a sua participação nos encontros, e dar continuidade às ações iniciadas nos Grupos de Trabalho (GTs), a saber: 1) Política e Ações estratégicas; 2) Pesquisa; 3) Colaboração artística; 4) Comunicação.
A RBTR, reunida de 21 a 27 de março de 2014, na cidade de Londrina/PR, no XIV Encontro conjuntamente com o MARL (Movimento dos Artistas de Rua de Londrina), reafirma sua missão de:
· Lutar por um mundo socialmente justo e igualitário que respeite as diversidades;
· Contribuir para o desenvolvimento das artes públicas, possibilitando trocas de experiências artísticas e políticas entre os articuladores da RBTR;
· Lutar por políticas públicas para as artes públicas com investimento direto do estado, por meio de fundos públicos de cultura, estabelecidos em leis e com dotação orçamentária própria através de chamamentos públicos, prêmios e processos transparentes com comissões paritárias eleitas pela sociedade civil, garantindo assim o direito à produção e o acesso aos bens culturais para todos os brasileiros;
· Lutar pelo livre uso e acesso aos espaços públicos, garantindo a prática artística e respeitando as especificidades dos diversos segmentos das artes públicas, de acordo com o Artigo 5º da constituição brasileira que no nono inciso diz “é livre a expressão da atividade intelectual artística, científica e de comunicação independentemente de censura ou licença”.
Os articuladores(as) da RBTR, juntamente com o MARL, com o objetivo de exigir políticas para as artes públicas, defendem, a nível local:
· A imediata aprovação da Lei do Artista de Rua de Londrina;
· O mapeamento e a cessão de espaços públicos ociosos para os fazedores de cultura da cidade de Londrina;
· A desburocratização do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), da cidade de Londrina, por meio da modificação do repasse dos recursos, de convênios para prêmios, sem necessidade de retenção de impostos quando a título de patrocínio ou incentivos culturais, conforme art. 23 da lei nº 8.313/91;
· A efetiva descentralização das ações e dos equipamentos públicos de cultura na cidade de Londrina;
· A criação da disciplina Teatro de Rua dentro da graduação em Artes Cênicas, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), bem como a criação do curso Licenciatura em Artes Cênicas, na mesma instituição;
· A imediata criação do Fundo Estadual de Cultura no Paraná;
E também a nível nacional:
· A criação de leis de fomento para o teatro de rua que assegurem produção, circulação, formação, trabalho continuado de artistas de rua (organizados ou não em coletivos), registro e memória, manutenção de grupos e espaços, pesquisa, intercâmbio, vivência, mostras e encontros de teatro, levando-se em consideração as especificidades de cada região;
· Aprovação imediata da lei federal 1096/11 que regulamenta as manifestações culturais de rua em tramitação no Congresso Nacional, bem como a extinção de todas e quaisquer repressões, cobranças de taxas e excessivas burocracias para as apresentações dos trabalhadores da arte de rua pelo país;
· A criação de um projeto de lei para a ocupação de prédios, terrenos e outros imóveis públicos ociosos, transformando-os em sedes de grupos artísticos ou espaços culturais e comunitários que atendam a função social da arte como direito público, bem como a permanência e legitimidade dos espaços já existentes;
· A publicação dos editais no âmbito federal no primeiro trimestre de cada ano, com maior aporte de verbas e que estas sejam liberadas sem atrasos, respeitando-se os prazos estipulados pelo edital, bem como a divulgação de um parecer técnico de todos os projetos avaliados pela comissão, juntamente com a lista de contemplados e suplentes;
· Que os editais do governo federal sejam estruturados de forma que cada região seja contemplada com um edital específico, respeitando suas particularidades, inclusive observando a necessidade de composição de comissões paritárias, indicadas pela RBTR e pelos movimentos artísticos organizados;
· Que sejam respeitadas a representatividade, as indicações e deliberações do teatro de rua nos colegiados setoriais e conselhos das instâncias municipais, estaduais, distrital e federal;
· A aprovação e regulamentação imediata da PEC 150/03, atual PEC 147, que vincula para a cultura o mínimo de 2% do orçamento da União, 1,5% do orçamento dos Estados e Distrito Federal e 1% dos orçamentos dos municípios;
· A aprovação e regulamentação imediata da PEC 236/08, que determina a cultura como direito social;
· A criação de uma legislação de contratação específica para a cultura, uma vez que a lei 8.666/93, que trata das licitações e contratações no âmbito governamental, não contempla as singularidades da área cultural, como cooperativas, associações ou instituições sem fins lucrativos;
· A extinção da Lei Rouanet e de quaisquer mecanismos de financiamentos que utilizem a renúncia fiscal, rejeitando, portanto, a sua reforma, o Procultura, por compreendermos que a utilização da verba pública deve ocorrer por meio do financiamento direto do Estado, através de programas em forma de prêmios e leis elaboradas pelos segmentos organizados da sociedade;
· A inclusão nos currículos das instituições públicas de ensino de teatro a nível técnico e superior de disciplinas voltadas especificamente para a cultura popular brasileira, o teatro de rua e o teatro da América Latina;
· O financiamento de publicações e estudos específicos sobre o teatro de rua e a cultura popular, como meio de registro, valorização e respeito às suas formas e saberes, assim como sua ampla distribuição;
Os articuladores(as) da RBTR repudiam:
· O corte de 30% da verba de todas as secretarias municipais na cidade de Londrina, como cultura, saúde e educação;
· O Mega Evento Copa do Mundo de 2014 e a Lei Geral da Copa, que fere os princípios constitucionais do país, bem como o lançamento do Programa Cultura 2014, que prevê a seleção nacional de propostas para a realização de atividades culturais nas 12 cidades sedes dos jogos de 2014;
· A ação violenta das igrejas e seus missionários, que historicamente massacram, exterminam e destroem práticas, costumes e tradições culturais dentro dos territórios indígenas e quilombolas, inclusive nas suas manifestações urbanas;
· O fundamentalismo religioso que estimula ações de intolerância contra a comunidade LGBT e culturas de matriz africana;
· A cobrança de quaisquer taxas, alvarás, licenças e toda forma de burocratização para o uso dos espaços públicos abertos, como praças, ruas, entre outros;
· O decreto de regulamentação da lei do artista de rua da cidade de São Paulo de nº 54948/14, que distorce por completo a lei 15.776/13.
A RBTR, juntamente com o MARL (Movimento dos Artistas de Rua de Londrina), exige o fortalecimento das culturas indígenas Kaingang, Guarani-Kaiowá e Xetá, bem como o reconhecimento dos mestres das culturas tradicionais e os fazedores das culturas populares urbanas, por meio de investimentos públicos.
O teatro de rua é símbolo de resistência artística, agente cultural, comunicador, gerador de sentido, propósito de novas razões do uso dos espaços públicos abertos; assim, reafirmamos o dia 27 de março, Dia Mundial do Teatro, Dia Nacional do Circo e Dia Nacional do Grafite, como o Dia de Mobilização e de Luta por Políticas Públicas para as Artes Públicas, e conclamamos os trabalhadores(as) das artes de rua e a população brasileira em geral a lutarem pelo direito à cultura e pelo digno exercício de seu ofício.
Foi reafirmado pelo conjunto de articuladores(as) presentes em Londrina que os próximos encontros da RBTR serão sediados nas cidades Rio de Janeiro (Hotel da Loucura, Bairro Engenho de Dentro – entre os dias 1 e 7 de setembro de 2014) e Sorocaba/SP (maio de 2015).
"(...) sai agora
rasga o verbo
põe pra fora
desembucha
abre espaço
vem pra roda
conquistando
o respeito
se essa rua fosse nossa (...)"
(Everton Bonfim – Movimento dos Artistas de Rua de Londrina/MARL)
Londrina/Paraná, 27 de março de 2014
CARTA DE LONDRINA/PARANÁ
“Sem saber de nada
Vive aquém nesse Brasil
Meu país rasgado
Coronéis e desvarios
Por que não distribui riqueza
O povo nunca viu
A rua é do povo
Ninguém comprou
Ninguém pariu (...)”
(Everton Bonfim – Movimento dos Artistas de Rua de Londrina/MARL)
A Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR), criada em março de 2007 em Salvador/BA, é um espaço físico e virtual de organização horizontal, sem hierarquia, democrático e inclusivo. Todos os grupos de teatro, trabalhadores(as) da arte, pesquisadores(as) e pensadores(as) envolvidos com o fazer artístico de rua, pertencentes à RBTR, são seus articuladores(as) para, assim, ampliar e capilarizar, cada vez mais, reflexões e pensamentos, com encontros, movimentos e ações em suas localidades.
O intercâmbio da RBTR ocorre de forma presencial e virtual, entretanto, toda e qualquer deliberação é definida por consenso nos encontros presenciais. Os seus articuladores realizam dois encontros anuais em diferentes regiões brasileiras, contemplando as várias regiões do país. Articuladores e coletivos regionais de todos os estados deverão organizar-se para garantir a sua participação nos encontros, e dar continuidade às ações iniciadas nos Grupos de Trabalho (GTs), a saber: 1) Política e Ações estratégicas; 2) Pesquisa; 3) Colaboração artística; 4) Comunicação.
A RBTR, reunida de 21 a 27 de março de 2014, na cidade de Londrina/PR, no XIV Encontro conjuntamente com o MARL (Movimento dos Artistas de Rua de Londrina), reafirma sua missão de:
· Lutar por um mundo socialmente justo e igualitário que respeite as diversidades;
· Contribuir para o desenvolvimento das artes públicas, possibilitando trocas de experiências artísticas e políticas entre os articuladores da RBTR;
· Lutar por políticas públicas para as artes públicas com investimento direto do estado, por meio de fundos públicos de cultura, estabelecidos em leis e com dotação orçamentária própria através de chamamentos públicos, prêmios e processos transparentes com comissões paritárias eleitas pela sociedade civil, garantindo assim o direito à produção e o acesso aos bens culturais para todos os brasileiros;
· Lutar pelo livre uso e acesso aos espaços públicos, garantindo a prática artística e respeitando as especificidades dos diversos segmentos das artes públicas, de acordo com o Artigo 5º da constituição brasileira que no nono inciso diz “é livre a expressão da atividade intelectual artística, científica e de comunicação independentemente de censura ou licença”.
Os articuladores(as) da RBTR, juntamente com o MARL, com o objetivo de exigir políticas para as artes públicas, defendem, a nível local:
· A imediata aprovação da Lei do Artista de Rua de Londrina;
· O mapeamento e a cessão de espaços públicos ociosos para os fazedores de cultura da cidade de Londrina;
· A desburocratização do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic), da cidade de Londrina, por meio da modificação do repasse dos recursos, de convênios para prêmios, sem necessidade de retenção de impostos quando a título de patrocínio ou incentivos culturais, conforme art. 23 da lei nº 8.313/91;
· A efetiva descentralização das ações e dos equipamentos públicos de cultura na cidade de Londrina;
· A criação da disciplina Teatro de Rua dentro da graduação em Artes Cênicas, na Universidade Estadual de Londrina (UEL), bem como a criação do curso Licenciatura em Artes Cênicas, na mesma instituição;
· A imediata criação do Fundo Estadual de Cultura no Paraná;
E também a nível nacional:
· A criação de leis de fomento para o teatro de rua que assegurem produção, circulação, formação, trabalho continuado de artistas de rua (organizados ou não em coletivos), registro e memória, manutenção de grupos e espaços, pesquisa, intercâmbio, vivência, mostras e encontros de teatro, levando-se em consideração as especificidades de cada região;
· Aprovação imediata da lei federal 1096/11 que regulamenta as manifestações culturais de rua em tramitação no Congresso Nacional, bem como a extinção de todas e quaisquer repressões, cobranças de taxas e excessivas burocracias para as apresentações dos trabalhadores da arte de rua pelo país;
· A criação de um projeto de lei para a ocupação de prédios, terrenos e outros imóveis públicos ociosos, transformando-os em sedes de grupos artísticos ou espaços culturais e comunitários que atendam a função social da arte como direito público, bem como a permanência e legitimidade dos espaços já existentes;
· A publicação dos editais no âmbito federal no primeiro trimestre de cada ano, com maior aporte de verbas e que estas sejam liberadas sem atrasos, respeitando-se os prazos estipulados pelo edital, bem como a divulgação de um parecer técnico de todos os projetos avaliados pela comissão, juntamente com a lista de contemplados e suplentes;
· Que os editais do governo federal sejam estruturados de forma que cada região seja contemplada com um edital específico, respeitando suas particularidades, inclusive observando a necessidade de composição de comissões paritárias, indicadas pela RBTR e pelos movimentos artísticos organizados;
· Que sejam respeitadas a representatividade, as indicações e deliberações do teatro de rua nos colegiados setoriais e conselhos das instâncias municipais, estaduais, distrital e federal;
· A aprovação e regulamentação imediata da PEC 150/03, atual PEC 147, que vincula para a cultura o mínimo de 2% do orçamento da União, 1,5% do orçamento dos Estados e Distrito Federal e 1% dos orçamentos dos municípios;
· A aprovação e regulamentação imediata da PEC 236/08, que determina a cultura como direito social;
· A criação de uma legislação de contratação específica para a cultura, uma vez que a lei 8.666/93, que trata das licitações e contratações no âmbito governamental, não contempla as singularidades da área cultural, como cooperativas, associações ou instituições sem fins lucrativos;
· A extinção da Lei Rouanet e de quaisquer mecanismos de financiamentos que utilizem a renúncia fiscal, rejeitando, portanto, a sua reforma, o Procultura, por compreendermos que a utilização da verba pública deve ocorrer por meio do financiamento direto do Estado, através de programas em forma de prêmios e leis elaboradas pelos segmentos organizados da sociedade;
· A inclusão nos currículos das instituições públicas de ensino de teatro a nível técnico e superior de disciplinas voltadas especificamente para a cultura popular brasileira, o teatro de rua e o teatro da América Latina;
· O financiamento de publicações e estudos específicos sobre o teatro de rua e a cultura popular, como meio de registro, valorização e respeito às suas formas e saberes, assim como sua ampla distribuição;
Os articuladores(as) da RBTR repudiam:
· O corte de 30% da verba de todas as secretarias municipais na cidade de Londrina, como cultura, saúde e educação;
· O Mega Evento Copa do Mundo de 2014 e a Lei Geral da Copa, que fere os princípios constitucionais do país, bem como o lançamento do Programa Cultura 2014, que prevê a seleção nacional de propostas para a realização de atividades culturais nas 12 cidades sedes dos jogos de 2014;
· A ação violenta das igrejas e seus missionários, que historicamente massacram, exterminam e destroem práticas, costumes e tradições culturais dentro dos territórios indígenas e quilombolas, inclusive nas suas manifestações urbanas;
· O fundamentalismo religioso que estimula ações de intolerância contra a comunidade LGBT e culturas de matriz africana;
· A cobrança de quaisquer taxas, alvarás, licenças e toda forma de burocratização para o uso dos espaços públicos abertos, como praças, ruas, entre outros;
· O decreto de regulamentação da lei do artista de rua da cidade de São Paulo de nº 54948/14, que distorce por completo a lei 15.776/13.
A RBTR, juntamente com o MARL (Movimento dos Artistas de Rua de Londrina), exige o fortalecimento das culturas indígenas Kaingang, Guarani-Kaiowá e Xetá, bem como o reconhecimento dos mestres das culturas tradicionais e os fazedores das culturas populares urbanas, por meio de investimentos públicos.
O teatro de rua é símbolo de resistência artística, agente cultural, comunicador, gerador de sentido, propósito de novas razões do uso dos espaços públicos abertos; assim, reafirmamos o dia 27 de março, Dia Mundial do Teatro, Dia Nacional do Circo e Dia Nacional do Grafite, como o Dia de Mobilização e de Luta por Políticas Públicas para as Artes Públicas, e conclamamos os trabalhadores(as) das artes de rua e a população brasileira em geral a lutarem pelo direito à cultura e pelo digno exercício de seu ofício.
Foi reafirmado pelo conjunto de articuladores(as) presentes em Londrina que os próximos encontros da RBTR serão sediados nas cidades Rio de Janeiro (Hotel da Loucura, Bairro Engenho de Dentro – entre os dias 1 e 7 de setembro de 2014) e Sorocaba/SP (maio de 2015).
"(...) sai agora
rasga o verbo
põe pra fora
desembucha
abre espaço
vem pra roda
conquistando
o respeito
se essa rua fosse nossa (...)"
(Everton Bonfim – Movimento dos Artistas de Rua de Londrina/MARL)
Londrina/Paraná, 27 de março de 2014
sexta-feira, 18 de abril de 2014
sábado, 29 de março de 2014
MARCHA DO RABO PRESO
Em tempos de marchas opressivas, mentiras e omissão, silenciar jamais.
VEM PRA RUA, VEM!
Com arte e liberdade.
quarta-feira, 19 de março de 2014
quinta-feira, 13 de março de 2014
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Sarobloco Evoé Baco - 27 de fevereiro 2014
Programação Sarobá
Evoé Baco
26 e 27 de fevereiro de 2014
26/02 às 20:00 - Seminário Arena Aberta: “Bloco na Rua”
Participação: ABLANC (Associação de Bloco ,Cordões e Corsos
Carnavalescos de Campo Grande) e Blocos de Rua de Campo Grande
Exposição: Adereços,
alegorias e fantasias GRES Igrejinha
Local: sede do
Teatro Imaginário Maracangalha – Júlio
Dittmar 26 A – Bairro São Francisco
Sarau/Festa
27/02 a partir
das 17 horas Sarobá Evoé Baco
Local: Praça Júlio Lugo, ao lado da Igreja São Francisco no bairro São Francisco
Música
Grupo Sampri
Bateria GRES Igrejinha
Edson Cruz
Intervenção
Circo do Mato, Flor & Espinho Teatro, Mercado Cênico,
Teatral Grupo de Risco e Teatro Imaginário Maracangalha
Bloco Evoé Baco
Dança
Bloco Afro Ylê Omo Aiê
Passistas GRES Igrejinha
Literatura
Varal Lobivar matos – Tânia Gauto
Leitores ao Vento – Tapete de leitura
Artes Visuais
Instalação: GHVA
Performance: Laty Gaga que tô passando –Tiago Moraes
Desfile de Máscaras –
Fábio Maurício
Fotografia: Varal Hablacafé – Fellipe Lima
AudiovisualFotografia: Varal Hablacafé – Fellipe Lima
TransCine e T'amo na Rodoviária
E mais: Bolicho Lobivar Matos, Escanbinho &
Escambo, Feira de artesanato, Rangos, Bebidas e ...
domingo, 9 de fevereiro de 2014
MARACANGALHA e a Sarobada de 2013
Lá se foi 2013 e o Teatro
Imaginário Maracangalha encerrou o ano com a satisfação de ter realizado 06
(seis) Sarobás, levando arte pública a bares, praças e ruas. Além de muita
festa todo Sarobá tem seu próprio seminário – Seminário Arena Aberta – que
discutiu a liberdade e a história dos indivíduos nos espaços – fomos da rua à
lua.
Como tudo no país do samba iniciamos
o ano de 2013 celebrando o Carnaval no Sarobá - Sambas, Bambas e Cateretês que
aconteceu em janeiro no tradicionalíssimo Bar da Dona Carmen, na Rua Rui Barbosa
no bairro São Francisco. Como um bom carnaval deve ser, a festa aconteceu na
rua com cerca de 1.500 pessoas e contou com uma programação recheada e
diversificada, na música, do chorinho d’Agemaduomi á viola caipira do grupo Pingo de Ouro, além
de Júlio Borba, Chicão Castro, Lenilde Ramos, Maria Mulata, Tambores do Vento
Bom, Beget de Lucena e Santo Chico. Nas artes visuais, varal de fotos “A la luz
de la sesualidad” de Carola Bernoh, Mandalas de Luz de Carol Alencar e a
instalação do Estúdio Vespa. Nas artes cênicas o cortejo do Teatro Imaginário
Maracangalha e a intervenção de Pepa Quadrini. Tivemos, também, o Varal de
Poesia do Edson Contar. No Seminário Arena Aberta Bloco na Rua debatemos o
carnaval em Campo Grande com Duddu Whalfrido, presidente da Associação de
Blocos (ABCANC) e Fernando Cruz diretor do TIM.
Submersos por São Pedro o segundo
Sarobá do ano fez jus ao nome “Águas de Março”. Abrindo os trabalhos o grupo de
capoeira Ilê Camaleão fez sua apresentação, durante a criançada fez a festa com
a Caravana Tecnobrincante do Espaço Imaginário e o Escambinho, terminando com
um delicioso banho de chuva, mas a água não espantou as pessoas, que ficaram
embaixo da marquise da lanchonete da Praça dos Imigrantes, ali mesmo os músicos
presentes fizeram o sarau. A intervenção “O liquido da Eterna Juventude” de
Galvão Preto, as esculturas de Marcos Mourão e o Varal de Poesia do poeta
Emmanuel Marinho resistiram até o encerramento do sarau deixando claro que não
é chuva nem sol que faz o Sarobá, mas sim público. O Seminário Arena Aberta:
Poéticas da Rua, uniu a poesia e a ciência num debate sobre a rua, os
palestrantes Emmanuel Marinho (poeta) e Hamilton Corrêa (astrônomo).
O vento de outono soprou e levou
toda a chuva embora, deixando o céu limpo para o Sarobá erguer “Todas as
Bandeiras” em maio. Na Praça Cuiabá, também conhecida como Cabeça de Boi, a
música foi da marchinha ao rap, com a Banda Municipal de Campo Grande abrindo a
programação, que teve Baldinir Bezerra, Jonas Feliz, Banda Santo Chico, Dumato
MC, TGB e Bamba Beat. A Caravana Tecnobrincante do Espaço Imaginário e o
Escambinho levaram muita brincadeira e diversão para os pequenos. O grupo
T’ikay compartilhou a dança folclórica boliviana. A Praça teve a instalação
“Orixá Irôko – O Tempo da Gameleira” de Haroldo Garay e as esculturas de Marcos
Mourão. A participação do público no cortejo do Maracangalha foi uma atração a
parte dando vida e proporcionando um beleza genuinamente dionisíaca. No Varal
de Poesia poemadilhos de Jamile Fortunato, além da observação de Saturno com a
Casa da Ciência. Na sede do TIM a exposição “Janelas Urbanas” do artista
plástico Darwin Longo dialoga com o Seminário Arena Aberta Praça: Espaço Aberto
ou Fechado, no qual o arte educador Paulo Paes da UFMS e o diretor teatral
Haroldo Garay, discorrem sobre arte, liberdade e repressão nos espaços
públicos.
“Liberdade, Liberdade!” esse foi
o grito do Sarobá de julho, na Lagoa Itatiaia, e todo mundo se libertou ao som
de Lucas Brandão, Zé Geral, Bossa que Samba e Rui Nélio (d’Os Walkirias), na
dança o grupo Kariyushi fez o chão tremer com a batida dos Taikos, Tinho
Sherman e Michelly Dominiq Amar também realizaram intervenções de dança. Nas
artes cênicas Izac Zampieri fez uma performance poética e o Maracangalha o
Cortejo Cabeça de Papelão. Roni Lima expos sua obras, e o pessoal do T’amo na
Rodoviária apresentaram o projeto TransCine. E a Caravana Tecnobrincante do
Espaço Imaginário e o Escambinho novamente fizeram sucesso entre a criançada. O
Varal de Poesia suspendeu os versos de Gabriel Lima Leal. Na sede do TIM a
exposição do grafiteiro e videomaker Rafael Mareco fez frente ao Seminário
Arena Aberta: Artes Visuais na Rua, com a artista plástica Ana Ruas e com o
grafiteiro e tatuador Diogo Verme.
Com “Flores no asfalto” o sarobá
chega a mais uma primavera colorida e diversificado como a estação tem que ser,
a festa que aconteceu em setembro na Orla Ferroviária ficou ainda mais atrativa
com a instalação “Flores do Mal” parceria do Ghva e Estúdio Vespa, um Varal
cheio de poesias da Lu Tanno, e um cinema aberto com a galera do T’amo na Rodoviária,
contou com a musicalidade das Irmãs Vai ou Racha - Irene e Irani, Augusto Paulista e Júlio Prodigy, Alien
Sputnik, e do grupo Os Walkirias. Os capoeiristas do Roda de Bamba encantaram
com todo gingado e terminaram em uma linda roda de samba, na dança se
apresentaram os bailarinos do “projeto Corphomem na dança”, Isac Zampieri e
Thiago Moura emocionaram o publico com a intervenção “Caminho de Ferro”, Thiago
Silva e José Henrique Yura fizeram a performance provocadora “SM”, As crianças cada vez mais presente e ativas
fizeram a festa com o Escambinho, os Leitores do Vento, e até no cortejo do
Maracangalha que cantou as flores e gritou poesias do Profeta Gentileza. Com o
tema “Teatro a Céu Aberto” o seminário Arena Aberta convidou para uma
instigante conversa os grupos Circo do Mato, Flor e Espinho, Teatral Grupo de
Risco e Teatro Imaginário Maracangalha, na sede do grupo que contou com o
lançamento da exposição “Homem Peixe” do Vinícius Ibanhêz.
No mês da consciência negra,
discutindo o “Lado Negro da Rua” teve início mais um Seminário Arena Aberta com
Athos Vieira (IPHAN/MS) e Romilda Pizani (CMDN/MS) que debateram a história do
negro no Brasil e no estado de MS. Encerramos o ano como o poeta Lobivar Matos
encerra sua poesia “Chinfrim, Bagunça, SAROBÁ!”. Em novembro a Orla do Bairro
São Francisco recebeu a instalação do artista plástico Jeff Barros, o Varal
Hablacafé de Felipe Lima e o grafite de Gil Beto, além do Varal de Poesia com
os versos de Maíra Espindola. A bagunça tomou conta com o espetáculo “O Palhaço
no 1/2 da Rua” do grupo Circo do Mato, e para a bagunça continuar Celso Petit,
Forro Zen, Copo de Ideias, Iucatan e Na Sacada mandaram a boa musica para o
público. A Capoeira de Angola e o Roda de B.Boys deram show. Teve o cinema a
céu aberto do T’amo na Rodoviária e o Leitores do Vento da Tânia Gauto. Já que
a bagunça estava instaurada os bagunceiros do Maracangalha tomaram a Orla com
muita música e alegria num cortejo belíssimo que arrastou todo o público para a
diversão.
É assim, com muita festa e
alegria que o Teatro Imaginário Maracangalha trabalha e com muito afeto e
carinho agradece a todos que participaram dessa festa, especialmente a Bia
Marques e sua voz de trovão, na produção de palco, Rogéria Costa na produção
geral, ao público, a todos os artistas que participaram por puro amor a arte e aos comparsas: Casa Vai ou Racha, GRES Igrejinha, Daniel Guazina, Estúdio Vespa, T'amo na Rodoviária, EcoPlantar, Brasa Comunicação, Espaço Imaginário, Casa da Ciência, Pedrão Aguena Bar, Lagunas Bar, Caetê Sorvetes, Picolé Frutos do Mato, Cris Moda Carioca, Najon, Vinho e Vida, Loja Caraguatá, Sítio Passarim, DJ Stepheen e Massas Capivara.
Agradecemos também a FUNDAC, Planurb, Seintra e Semadur. Obrigado a todos e que
venham mais Sarobás!
Evoé!
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