terça-feira, 12 de junho de 2018

MARACANGALHA 11 Anos nas Ruas - FOMTEATRO 2017


O Teatro Imaginário Maracangalha Orgulhosamente apresenta: Mostra Maracangalha 11 anos nas ruas.
São 11 (quase 12) anos de muita luta festa e alegria que queremos comemorar com a mostra que colocará todos os espetáculos de nosso repertório no seu devido lugar, ou seja, na rua, esse território sagrado onde tudo acontece, nascemos, crescemos, e nela permanecemos, e agora na rua que nos pariu convidamos todxs para acenderem as velas nas encruzilhadas erguer as mãos pro céu e gritar LAROIÊ BARÁ abra os caminhos que estamos chegando com espetáculos, intervenções, seminário e finalizamos com rendevu, aquele sarauzinho boca quente para ninguém ficar parado . A mostra começa domingo dia 10/08 e vai até sábado 16/06. evoé a rua é nossa venha comemorar com a gente esse território que é de todxs,

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A LEI GARANTE O TRABALHO DE ARTISTA DE RUA EM TERRITÓRIO NACIONAL





A lei garante o trabalho de Artista de rua em território nacional.

Segue abaixo o texto do Artigo da Constituição Federal e os parágrafos  que garantem os direitos de livre expressão e locomoção que podem ser utilizados por tod@s @s Artistas de Rua que estejam em território nacional. Diante de quaisquer que sejam as abordagens que possam ferir seus direitos garantidos por esta constituição.

A Constituição Federal- Texto promulgado em 5 de outubro de 1988, com as alterações determinadas pelas Emendas Constitucionais de Revisão N°s 1 a 6/94, pelas Emendas Constitucionais N°s 1/92 a 91/2016 e pelo Decreto Legislativo n° 186/2008.


Constituição Federal- Título II- Dos Direitos e Garantias Fundamentais
Capítulo I- Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos


Artigo 5° - Tod@s são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo- se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança, e a propriedade, nos termos seguintes:

Parágrafos acerca da liberdade de expressão e locomoção

I - Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações nos artigos desta constituição;

III - Ninguém será submetid@ a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

IV - É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

IX - É livre a expressão de atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

XV – É livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;


A Constituição Federal é o mais alto livro de lei de uma nação. Nenhum decreto publicado por prefeitura municipal ou governo estadual pode ser contra o que está estabelecido nela. Se houver confronto de ideias em qualquer nível de lei, prevalece a ordem federal.


10 de janeiro de 2018, Rede Brasileira de Teatro de Rua - RBTR 

Carta do XXI Encontro da REDE BRASILEIRA DE TEATRO DE RUA





XXI Encontro da REDE BRASILEIRA DE TEATRO DE RUA - RBTR
dezembro/2017 - Parelheiros, São Paulo
“A arte não pode ser calada”

Se quem cala consente
Quem fala? Quem sente?
Se cala quem consente 
E consente porque cala. 
Somos calad@s sem consentimento 
Mas sentimento não se cala,
É sentido  
Não falar não faz sentido.
Não consentimos que nos calem à força.
Não estamos sós, somos voz!
A fala que controla  
Amordaça quem não fala,
Mente à gente. Cala mentes;
Controla o que se fala.
É preciso calar quem sempre
dominou o poder da fala, 
Pois só falam os que têm poder.
Nosso poder está em deixar gritar quem nunca pôde falar.
Falas de Poder.  
Poder falar 
E falar não: 
Poder falar de calar o poder.
Quem sempre falou, agora tem que escutar!
Pelo fim da censura e da perseguição de povos indígenas, negr@s, LGBTTs, mulheres, religiões de matrizes africanas, d@s artistas de rua e trabalhador@s da Cultura, população em situação de rua, campones@s e sem terras, refugiad@s, ambulantes, periféric@s e tod@s @s oprimid@s. Que as Margens não se calem e não se deixem ser caladas.

O XXI encontro da RBTR foi realizado em Parelheiros do dia 08 a 11 de Dezembro, na resistência e solidariedade. A princípio deveria acontecer em Osasco com apoio da Secretaria de Cultura local, mas por conta do processo de censura e perseguição aos movimentos culturais de Osasco e demissão do Secretário de Cultura, foi preciso mudar o local do encontro às pressas. Mesmo em meio ao projeto de desmonte das políticas públicas, resistindo ao governo golpista e à atual conjuntura dessa Dita Democracia, realizamos a XII Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas, cortejos, debates e o XXI encontro da RBTR com plenárias, rodas de mulheres e espaços de troca e formação.

Resistir, reexistir, resistência
Persistir, permitir, experiência!
Resistimos
Não por justiça, por sobrevivência.
Ansiedade, a ânsia e o anseio pelo novo tempo.
pelo mundo sem dono, sem patrão.
Temos urgência, mas haja paciência!
Em meio a tanta confusão e dúvidas
Resistimos como no movimento das águas que nos fortalece, mas também desestabiliza
São as forças da tradição e d@ nov@
Dificuldade de comunicar com afeto,
Tolerar é pacto ou compreensão?
Experiência prática, erros, confusão.
Aprendizado na ação. 
É o nosso Ritual da Resistência.
Fortalecemos para desestabilizar, confundimos para desconfundir.
Lutar cuidando de nossa saúde mental.
Quanta ansiedade, quanto mais se pensa é louco e louco fica se pensa pouco.
Não somos histéricas, resistimos...
Pois a sua boa educação me faz mal, mal educada.
Feminino, amor, diversidade, queremos liberdade!
Roda de mulheres, linda roda, lindas belas trans mulheres.
O tempo, a têmpera, amada presença.
Tempera 
Negraluz, as águas, mãe.
Se tentam nos tirar a potência, com a potência criativa atacaremos.
Okuparemos
É por re(ex)istir. 
- Denunciamos e repudiamos o desmonte das políticas públicas de cultura em âmbito federal, como os editais da Funarte, entre eles o Myriam Muniz (teatro), Klaus Viana (Dança) e Artes na Rua (circo, dança e teatro) e o programa Pontos de Cultura, que não tiveram continuidade em 2017. - Denunciamos e repudiamos o fim das reuniões do colegiado setorial de teatro, ligado ao Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), cujas reuniões deixaram de acontecer no ano de 2017.
- Repudiamos a reintegração do policial militar Marcelo Coelho, julgado pela Justiça Militar pelo assassinato da artista de rua Lua Barbosa, à Polícia Militar do Estado de São Paulo. A RBTR reitera “A impunidade é mais dolorosa que a morte!”.
- Não nos calaremos frente às práticas de censura contra a Mostra Cena Vermelha de Osasco e todas as violências contra @s trabalhador@s e ocupantes das ruas. Construímos uma carta-modelo da RBTR, de apoio aos grupos que fazem arte de rua, pela liberdade de expressão, contra a censura, com base no artigo 5º da Constituição Federal. 
- Repudiamos o desmonte de políticas culturais consolidadas na cidade de São Paulo: cortes nas oficinas culturais nos CEUS e outros equipamentos (Programas Piá e Vocacional), o desmonte da Escola Municipal de Iniciação Artística (EMIA), a diminuição em 30% dos recursos destinados ao Programa VAI (política que busca incentivar a autonomia da juventude periférica), a suspensão do Programa Aldeias (que fortalece aldeias indígenas existentes na cidade), os cortes nos programas de fomento a grupos culturais (teatro, dança, circo, cultura digital, periferia), os atrasos de pagamento e abandono aos agentes comunitários de cultura, e a precarização do trabalho nas Fábricas de cultura no estado de São Paulo;
- Parelheiros foi sede para nosso encontro, região imensa ao extremo sul da cidade de São Paulo, na qual situam-se as duas maiores Áreas de Proteção Ambiental do município, além das aldeias Guarani Krukutu e Tenondé-Porã, da Nação Guarany, área rural de difícil acesso, que conta com 50 mil habitantes e índices altíssimos de violência. O único equipamento que o poder público destina à cultura é o CEU Parelheiros, que, à revelia do projeto inicial, foi construído sem teatro. Apoiamos o Fórum de Cultura de Parelheiros na luta pela implantação da CASA DE CULTURA, que apesar de ter sido construída em 2009, por motivo desconhecido, o edifício nunca foi usado para os devidos fins – ao contrário: até 2015, a comunidade cultural local nunca soube de sua existência, uma parede dividiu o edifício, metade foi entregue ao Conselho Tutelar e a outra metade permanece abandonada até hoje, com janelas quebradas e fios elétricos subtraídos. Exigimos o encaminhamento adequado e atenção merecida à Cultura da Região.

São Paulo à Venda. Há Venda São Paulo.  
Liberdade
Cidade à Venda
Diversidade
Cidade com Venda
Comicidade
Cidade sem renda
Cidade linda pra quem?
Pra quê?
Pra comer ração humana?
Pra derrubar prédio com pessoas dentro?
Come Cidade
Devora o que te engole,
Vomita as migalhas destinadas à Cultura
Não pedimos esmolas, trabalhamos!
E exigimos que os frutos da luta do nosso trabalho sejam cumpridos; nutridos, acolhidos.  
Se querem nos calar a força, com força diremos não: A Nossa arte não vai se calar. Nossa arte é o grito d@s oprimid@s/ d@s que estão à margem, não iremos nos calar!

Carta-manifesto construída coletivamente com muitas mãos. Comum às mãos.

Dezembro de 2017 – Parelheiros – São Paulo  

sábado, 3 de fevereiro de 2018

BLOCO EVOÉ BACO - A CIDADE É NOSSA


Dia 08 de fevereiro, quinta-feira, a partir das 18 horas.

ESSA CIDADE É NOSSA!

Vem com o Maracagalha carnavalizar, desorganizar, se manifestar no BLOCO EVOÈ BACO!
Vista sua fantasia, seu estandarte, pegue seu instrumento, traga seu isopor com cerveja e venha!


CORTEJO COM A ORQUESTRA VAI QUEM VEM!

Fique ATENTO ao LOCAL DE CONCENTRAÇÃO E SAÍDA do CORTEJO!
Rua Nicolau Fragelli, 86 

N a rua Joaquim Nabuco esquina com Barão do Rio Branco a foliz fica por conta da GRES IGREJINHA, BANDA SOSSEGA LEÃO, ANARCOCHARANGA EVOÉ BACO, FINAL 2ª GIRA DAS MARCHINHAS e muito mais...!

Quem é do BalacoBaco VEM PRÁ RUA, ESSA CIDADE É NOSSAAAA!EVOÉ!

É Catarse Geral.
É cultura popular! 
Prepare o corpo e a alma e VEM!
EVOÉ BACO 2018!

Evoé!


sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

PRÉ-CARNAVAL EVOÉ BACO no Campo Grande News

26/01/2018 10:11

De volta às origens, bloco faz pré-carnaval para mostrar poder do Bairro Amambaí

Intenção do bloquinho do Teatro Imaginário Maracangalha e da Presidente da Associação do bairro é ocupar a região mais antiga da cidade, hoje esquecida, com alegria e cultura

Thaís Pimenta
Evoé Baco comemora seus sete anos de existência no bairro em que teve sua origem. (foto: Reprodução Facebook)Evoé Baco comemora seus sete anos de existência no bairro em que teve sua origem. (foto: Reprodução Facebook)
O bloco Evoé Baco, do Teatro Imaginário Maracangalha, faz pré-carnaval pelo bairro Amambaí hoje, a partir das 18h, com vontade de devolver à região o status de lugar importante na cidade.
Os integrantes do Maracangalha, em sua maioria atores, artistas e músicos, tem na arte o ganha pão diário e ideologia de vida. Então, o que para muitos é só folia, para essa galera é mais uma oportunidade de luta por projetos que valorizem o poder da cultura.
O pré-carnaval é o início da comemoração dos sete anos do Evoé Baco. Por isso, a organização do evento escolheu realizar o cortejo no bairro em que tudo começou, o Amambaí. "Nossa sede está aqui. Como comemoramos por muitos anos no São Francisco decidimos voltar pra cá", comenta o responsável pelo Imaginário Maracangalha, Fernando Cruz.
Rosana conta que quer construir um grande centro cultural revitalizando a antiga rodiviária (Thaís Pimenta)Rosana conta que quer construir um grande centro cultural revitalizando a antiga rodiviária (Thaís Pimenta)
O bairro Amambaí é um dos mais antigos da cidade e, hoje, parece esquecido, por conta do abandono do prédio da antiga rodoviária, pela consequente ocupação do espaço por dependente químicos e falta de projeto especifico para incentivar a espaços culturais na região.
"Esse é um dos motivos pelo qual escolhemos esse endereço, para trazer alegria a essa região que carrega tanto da história de Campo Grande", finaliza Fernando.
O evento faz parte uma série de iniciativas culturais com a intenção de levar cor ao cinza que se tornou parte da região, e atrair a atenção do poder público para a potencialidade de um dos bairros mais antigos de Campo Grande, que de acordo com a Presidente da Associação de Moradores e responsável pelo prédio da rodoviária antiga, Rosana Neli, possui 70% da rede hoteleria de toda a cidade.
O sonho de Rosana começa por transformar a rodoviária desativada em 2011 em um centro cultural, com cinemas a preço democrático e teatros. Determinada, ela diz que não sai da administração, voluntária, enquanto não ver seu sonho se tornar realidade. "Já estou há três anos e não pretendo sair, quero ver isso aqui mudar", conta.
Ela adianta, inclusive, que o diálogo com a Prefeitura Municipal parece estar avançado. "O problema é que o prédio, em si, é privado, então se uma a parte pública melhorar a gente espera que todo o resto caminhe junto", explica. A área pública toma conta de 14% de toda a rodoviária antiga.
Orquestra Vai Quem Vem vai animar a galera no Evoé Baco. (Foto: Reprodução Facebook)Orquestra Vai Quem Vem vai animar a galera no Evoé Baco. (Foto: Reprodução Facebook)
Enquanto essas ações não tomam forma, Rosana vai fazendo o que pode, inclusive com os dependentes químicos que tomaram conta da região. "Esses usuários não são criminosos. O perfil deles é outro sabe? Aqui existe um problema de saúde pública, social, eles precisam de tratamento. Eu nunca fui assaltada nessa região".
A presidente, que também mantem como projeto pessoal a administração do bar Bola 7, esquina com o prédio histórico, tem buscado movimentar o espaço com eventos culturais. O último foi o Tá Danda Pinta, bloco LGBT, que atraiu mais de 3 mil pessoas para o bairro Amambaí.
Hoje, o tradicional cortejo do Maracangalha começa na sede do grupo, na Rua Nicollau Fragelli, e segue até o Bola 7, que já foi palco para outro evento do Maracangalha em 2013, o Sarobá.
Lá acontece a primeira etapa do concurso 2ª gira de marchinhas, com participação da orquestra de rua Vai Quem Vem, e apresentação dos vencedores desse mesmo concurso realizado ano passado. "Vai ter também ensaio aberto da Charanga de marchinhas, para provar que a gente faz um carnaval colaborativo, onde cada um faz um pouco e agrega toda a galera", comenta.
A entrada é gratuita mas os artistas esperam arrecadar um quilo de alimento não perecível como contribuição de cada pessoa para ser doado as comunidades indígenas Guarani Kaiowa de Mato Grosso do Sul.
A expetativa, de acordo com Rosane Neli, é de que pelo menos 500 pessoas participem do 1º grito de carnaval do Evoé.
Serviço - O bar Bola 7 fica na rua Joaquim Nabuco, 107.